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ORIENTE MÉDIO II Políticos e nobres no funeral Chefes de Estado, primeiros-ministros e nobres de todo o mundo confirmaram ontem a presença na cerimônia de sepultamento do rei Hussein, hoje, em Amã. Segundo o programa divulgado na tarde de ontem, a cerimônia oficial deve durar cerca de três horas. Ao meio-dia local (8 horas de Brasília), num ginásio da Cidade Esportiva Hussein, o caixão será coberto com a bandeira da Jordânia e entregue pelos filhos de Hussein a um grupo de oito oficiais do Exército, que o colocará num carro fúnebre. Em cortejo, o caixão seguirá na direção dos palácios reais do centro de Amã, percorrendo cerca de 20 quilômetros. Na frente do Palácio Raghadan, outro grupo de oficiais militares - através de um corredor formado por integrantes da guarda de honra do Exército e ao som da marcha fúnebre - levará o caixão até a sala do trono, onde será depositado numa mesa, com a cabeça do rei Hussein voltada para a direção da cidade sagrada de Meca. Nesse local, os dignatários estrangeiros oferecerão as condolências à família real. O rei será sepultado no cemitério real, que integra o complexo do palácio. Entre as principais autoridades internacionais presentes, estarão o presidente americano, Bill Clinton, que partiu dos EUA ontem à noite, em companhia da mulher, Hillary, e dos ex-presidentes George Bush, Jimmy Carter e Gerald Ford. Da Grã-Bretanha, confirmaram presença o primeiro-ministro, Tony Blair, e o príncipe Charles. Da França, será enviado o presidente Jacques Chirac. O Brasil será representado na cerimônia pelo embaixador do País em Amã, Sérgio Nabuco. Entre os integrantes da nobreza européia, estarão presentes, além do príncipe Charles, o rei e a rainha da Espanha, Juan Carlos I e Sofia, a rainha da Holanda, Beatriz, o rei e a rainha da Bélgica, Alberto e Paola, e o marido da rainha Margareth, da Dinamarca, príncipe Henrique. Praticamente todos os países árabes serão representados na cerimônia. Confirmaram presença o presidente egípcio, Hosni Mubarak, o da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, e o príncipe saudita Abdullah. O representante iraquiano será o vice-presidente, Taha Mohieddin Ma'rouf. A agência de notícias russa Itar-Tass informou que o presidente Yeltsin, que se recupera de uma úlcera, representará Moscou na Jordânia. O Kremlin não confirmou nem desmentiu a notícia. |
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