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ORIENTE MÉDIO IV Abdullah enfrenta grande desafio como novo soberano A morte do rei Hussein deixa Abdullah, seu filho e sucessor inexperiente, diante de tremendos riscos políticos e econômicos que desafiaram o veterano monarca hachemita durante seu reinado de meio século. Abdullah, de 37 anos, que assumiu o trono jordaniano perante o Parlamento menos de quatro horas depois da morte de seu pai, sucede a um homem considerado um crucial promotor da paz entre árabes e israelenses, que guiou seu pequeno e frágil reino durante anos de convulsões na região. Inexperiente nos assuntos de Estado, o soldado profissional Abdullah deu a impressão de não estar muito à vontade nos dois pronunciamentos que fez ao público desde que foi designado o herdeiro do rei Hussein. Ontem, ao confirmar pela televisão a notícia da morte de seu pai, vitimado por um câncer nas glândulas linfáticas, Abdullah leu o texto vagarosamente e de maneira hesitante num árabe malfalado - uma herança de sua mãe inglesa e de sua educação no exterior. Chamado do Exército como a escolha inesperada do rei para ser o herdeiro do trono no mês passado, a primeira tarefa de Abdullah será a de amenizar os ressentimentos causados pela rejeição, aparentemente amarga, do irmão mais novo do rei, o príncipe Hassan, como herdeiro do trono. O novo soberano terá de enfrentar uma economia conturbada, a divisão interna por causa do tratado de paz da Jordânia com Israel, firmado em 1994, e a revolta diante dos ataques aéreos contra o vizinho Iraque, lançados pelos Estados Unidos, um país-chave no apoio econômico e militar ao reino jordaniano. |
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