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CRIME PF investigará assassinato de juiz que denunciou máfia BRASÍLIA - A Polícia Federal (PF) foi mobilizada ontem para investigar o assassinato do juiz José Leopoldino Marques Amaral, da 2ª Vara Cível de Cuiabá. O corpo do juiz foi encontrado quarta-feira, no Paraguai. Ontem, foi reconhecido pelo filho Leopoldo Augusto, que esteve em Concepción com dois peritos criminais, e pelo promotor Flavio Fashone, de Cuiabá. Amaral foi executado com um tiro no rosto e outro na nuca. O juiz denunciou o envolvimento de desembargadores com o narcotráfico, venda de sentenças, nepotismo entre outras irregularidades. O ministro da Justiça, José Carlos Dias, determinou empenho na apuração e a nomeação de um delegado especial para acompanhar o caso. O governador do Mato Grosso, Dante de Oliveira, disse que a morte do juiz representa "um ato de profunda injustiça". Agentes da PF e da Polícia Nacional do Paraguai encontraram ontem a camionete C-10 que pertencia ao juiz, na fronteira do Paraguai com o Mato Grosso do Sul. O carro estava abandonado, sem sinal de arrombamento, o que descarta a possibilidade de roubo e aumenta os indícios de que "morte encomendada". Os agentes também estão estão fazendo blitz nos hotéis de Ponta Porã para descobrir se o juiz esteve hospedado na cidade antes de se deslocar para Concepción. A PF acredita que Amaral continuava investigando fraudes cometidas por juízes e desembargadores do Mato Grosso. No final da tarde, a PF de Cuiabá divulgou o retrato falado de suspeitos do crime. |
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