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CLIMA
Sarney admite poder da queimada sobre Governo

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, admitiu ontem a incapacidade do governo em controlar este ano as queimadas no país. Mas afirmou que vai tomar medidas para reduzir em pelo menos 30% os focos de calor no próximo ano. As queimadas, segundo o ministro, são uma questão cultural e é necessária a participação da sociedade e dos municípios para evitar o problema.

Durante a reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), ontem, Sarney Filho admitiu as dificuldades do governo para resolver os problemas do meio ambiente, o que tem gerado críticas internacionais.

A primeira iniciativa do ministério do Meio Ambiente foi sugerir ao Ministério da Defesa a criação de uma brigada aérea de combate ao fogo, com o uso de aviões da Aeronáutica. O ministro da Defesa, Élcio Álvares, prometeu estudar o assunto com os comandos das Forças Armadas.

FLORESTAS - De acordo com o Fundo Mundial para a Natureza WWF, organização não governamental sediada na Suíça, o elevado número de queimadas está entre as principais contribuições negativas do Brasil - que tem um terço das florestas tropicais do mundo - para o aquecimento global provocado pela emissão de dióxido de carbono. Segundo o relatório, a devastação de florestas no mundo atinge, por ano, 150 mil quilômetros quadrados, área correspondente ao território da Grécia.

As reivindicações do WWF serão concentradas principalmente na questão dos ecossistemas de água doce. "No futuro, a água será tão valiosa quanto o petróleo, e o Brasil, que possui 20% de toda a água doce do mundo, precisa usar corretamente seus recursos naturais para não sofrer os mesmos problemas de outros países", disse o diretor-executivo do WWF-Brasil, Garo Batmanian.

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Jornal do Commercio
Recife - 10.09.99
Sexta-feira

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