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ATENTADO Irmão de vereadora é atingido por dez tiros em Camaragibe
Getúlio afirmou ontem não ter vícios ou inimigos. Além de atuar na coordenação da campanha da irmã, ele trabalha como motorista de um ônibus que faz o transporte gratuito de estudantes de várias escolas em Camaragibe. Por volta das 21h30, Getúlio saiu da casa de Marta Lapenda, no bairro do Timbi, com destino à Vila da Fábrica para pegar os alunos, como faz diariamente. No meio do caminho, apanhou a estudante Patrícia Moraes da Silva e seguiu viagem. Ao parar em um sinal fechado, dois homens em uma motocicleta esperavam pelo motorista. "Um deles desceu, e passou a pé em frente ao ônibus olhando, como se estivesse fazendo o reconhecimento. Logo em seguida, ele sacou uma arma de uma sacola e começou a atirar", lembra Getúlio. O motorista pulou da cadeira e se jogou no chão do coletivo, enquanto o desconhecido continuava disparando. Após descarregar a arma, o homem subiu na moto. Apesar de estar baleado, Getúlio sacou um revólver e disparou quatro vezes acertando um dos acusados. Os dois, no entanto, conseguiram fugir. A estudante foi atingida com um tiro nas nádegas. "Isso foi encomendado, porque sou o braço direito da minha irmã. Ela tem feito um bom trabalho e se matassem ela a repercussão seria maior", desabafou Getúlio. O motorista foi levado para o Hospital Semec, em Camaragibe, e depois transferido para o Hospital Getúlio Vargas. Segundo os médicos, o quadro dele é estável e ele não corre risco de vida. Getúlio deve receber alta ainda hoje. A estudante Patrícia Moraes da Silva também passa bem e já está em casa. |
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