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ALTERNATIVA Fogão alimentado por energia solar já começa a ser utilizado Acredite se quiser, mas já é possível preparar carnes, pães ou quaisquer outros tipos de alimentos através de um fogão movido por energia do Sol. A nova tecnologia foi um dos temas discutidos, ontem, durante o 7º Seminário Ibero-Americano de Energia Solar, que aconteceu no Departamento de Energia Nuclear da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Construído para locais com boa iluminação do meio ambiente, o fogão solar consiste basicamente em um equipamento capaz de captar e armazenar a energia do Sol para preparação das comidas. O professor da Universidade Nacional de Salta, na Argentina, Luis Saravia afirma que a economia de custo é grande, já que não é mais necessário combustíveis como o gás de cozinha ou a lenha. Segundo ele, o principal motivo que o levou a trabalhar nessa área foi o problema da desertificação, cada vez mais evidente em alguns países latino-americanos, já que muitas pessoas ainda cortam árvores para utilizá-las como fonte de energia. "Apesar de só funcionar enquanto há luz do Sol, a capacidade de consumo do fogão solar é muito maior, chegando a produzir até 50 quilos de comida diariamente", diz. CONCENTRADORES - O fogão que ele se refere é do tipo "caixa solar" - semelhante a um forno convencional - com 50 cm de altura, largura e comprimento. De acordo com o pesquisador, a caixa funciona com o auxílio dos chamados concentradores. Eles têm o objetivo de esquentar barras de alumínio, que aumentam a temperatura dentro da caixa, ou as próprias panelas. "Normalmente, a eficiência dos sistemas do fogão que captam a energia do Sol é em torno de 35%. Porém, dentro do equipamento, a temperatura pode chegar a até 300 C", explica Saravia. Para a caixa solar são necessárias 20 barras de alumínio. Um outro tipo de fogão solar é o chamado "familiar", que cozinha de quatro a cinco quilos de comida por dia. "Neste caso, o equipamento tem o custo inicial de US$ 100,00 e a duração de 15 anos". Luis Saravia explica ainda que o fogão solar trabalha melhor em locais onde a altura em relação ao nível do mar é menor, o que proporciona temperaturas maiores. "No Brasil, por exemplo, a temperatura atingiria 100 C, o que é bastante favorável". Segundo a sua pesquisa, o equipamento é destinado, sobretudo, para escolas, fábricas de pequeno porte ou centros comunitários. "Países como a Índia e o Peru já utilizam essa tecnologia há algum tempo". |
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