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POTENCIAL HÍDRICO Mata Norte seca mesmo com água por DANIEL
OLIVEIRA ALIANÇA, PE - O problema da falta d'água e a crise do setor canavieiro foram os principais temas do 5º Forum de Soluções da Mata Norte, promovido pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Timbaúba e a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Pernambuco ontem, no Engenho Cipó Branco, zona rural deste município. O debate principal girou em torno da palestra proferida pelo geólogo Edilton Carneiro Feitosa, professor da UFPE, que defendeu a criação de um projeto de pesquisa para definir o potencial hídrico da região. Feitosa enumerou as particularidades do sub-solo da Mata Norte e sugeriu o desenvolvimento de um projeto conjunto, utilizando a captação das águas das chuvas através de barragens e açudes, bem como a perfuração de poços. "Essa região é muito rica em recursos hídricos", disse, lamentando que mesmo assim esteja existindo crise de falta d'água. Segundo ele, se bem dosadas, as duas alternativas podem, em pouco tempo, resolver o problema de água da região. O debate se estendeu até às 18h e não faltaram críticas dos presentes aos políticos. Estudantes e professores das escolas públicas de Aliança questionaram os integrantes da mesa se o drama da água na Mata Norte não estava, como no Sertão, virando uma questão política. "A solução", rebateu o deputado estadual Antonio Moraes, "está na potencialização da região". FALTA REPRESENTATIVIDADE O proprietário do Engenho Cipó Branco, Pedro Cavalcante, apresentou um estudo idealizado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do Estado, que aponta a saída para a falta de água na região. "Precisamos ter representatividade junto ao Governo para cobrarmos a realização das obras propostas nesse projeto", enfatizou, lamentando em seguida que mesmo assim apenas parte dos problemas da região seriam sanados. "Cavalcante acredita que o Governo está voltado apenas para atender apenas a necessidade de abastecimento de água dos municípios. "É preciso que se entenda que a nossa região vem entrando em falência devido a seca, principal responsável pela queda na produção agrícola da Mata Norte", completou. O presidente da CDL, João de Arruda Melo, definiu o encontro como de grande importância para a resolução imediata dos problemas emergenciais da Mata Norte. "Acredito que no nosso próximo encontro", disse, "já marcado para o dia 7 de outubro no município de Lagoa do Carro, afirmaremos a importância das intervenções da sociedade organizada no processo político do nosso Estado." |
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