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CANA-DE-AÇUCAR
Cima vai decidir subsídio

por DILZE TEIXEIRA
Correspondente

BRASÍLIA - O Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima) irá se reunir na próxima quarta-feira para analisar a retomada do Programa de Equalização dos Custos da Cana-de-açúcar para o Nordeste, que está suspenso desde junho. Esse foi o resultado da audiência realizada ontem com seis governadores do Nordeste e representantes dos fornecedores, usineiros e trabalhadores do setor sucroalcooleiro do Nordeste.

"Foi uma reunião muito positiva na qual foram apresentados os pleitos do Nordeste. Estamos otimistas com relação a uma solução para a crise do setor sucroalcooleiro", declarou, ontem, o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), após uma audiência com o presidente Fernando Henrique Cardoso.

A expectativa dos representantes dos fornecedores de cana, Gregório Maranhão, e dos trabalhadores, Laan Isidoro, é de que ainda hoje a assembléia convocada pelos usineiros, fornecedores e cultivadores, para avaliar o resultado da reunião com FHC, aprove o início da moagem das usinas - que se encontram paralisadas.

As reivindicações do setor, segundo os fornecedores, foram consideradas "justas" pelo Governo Federal. A pauta será discutida na próxima reunião do Cima. No documento que foi entregue a FHC, é apresentado o Programa para Recuperação do Pólo Agroindustrial Canavieiro do Nordeste. Esse programa reivindica a revisão da taxa de equalização do custo da cana-de-açúcar para R$ 9,40 por tonelada de cana. Atualmente, essa taxa é de R$ 5,07. Os recursos da equalização (atualmente suspensos por suspeita de irregularidade), asseguram competitividade os produtores nordestinos.

Os empresários e fornecedores pediram a liberação do pagamento do Programa de Equalização, que é feito pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), através da Sudene. Os produtores querem ainda a liberação imediata do valor de R$ 4,00 por tonelada de cana como medida emergencial necessária à retomada das atividades agrícolas e do emprego.

Participaram da reunião com o presidente Fernando Henrique, além de Jarbas Vasconcelos, o ministro da agricultura, Pratini de Moraes, o secretário-geral da Presidência, deputado Aloysio Nunes, os governadores de Alagoas, Ronaldo Lessa (PSB); da Bahia, César Borges (PFL); da Paraíba, José Maranhão (PMDB); do Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves (PMDB) e Albano Franco, de Sergipe, além dos representantes da indústria (Pedro Robério de Melo Nogueira), dos fornecedores (Gregório Maranhão) e dos trabalhadores, Laan Isidoro.

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Jornal do Commercio
Recife - 10.09.99
Sexta-feira