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TRASNORDESTINA Vale do Rio Doce pode ser solução para CFN A novela em torno da conclusão da Ferrovia Transnordestina, uma das obras prioritárias para a infra-estrutura de Pernambuco, pode ser resolvida em breve. A Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), proprietária da ferrovia, poderá ter alterada a sua composição acionária. Dessa vez, está sendo estudada a possibilidade de um dos três acionistas comprarem as ações das outras duas sócias da empresa. A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) se tornaria a sócia majoritária da companhia, segundo informações que circulam no meio empresarial. Somente depois desse entendimento entre os sócios é que serão iniciadas as obras da Transnordestina. As empresas que são sócias da CFN são a Taquari, a Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O fato de uma delas assumir o controle acionário deixaria a empresa capitalizada para aportar os R$ 100 milhões que a CFN terá que aportar para iniciar as obras da Transnordestina. Desde o final do último mês de maio, que a Companhia Ferroviária do Nordeste está tentando achar uma solução para a sua composição acionária. O Banco Bradesco que detinha algumas ações da companhia, já deixou de ser sócio da empresa. Cogitou-se também que um quarto sócio entraria na CFN e isso deixaria a empresa com fôlego financeiro para iniciar as obras da Transnordestina. CUSTO DAS OBRAS - A recomposição acionária da empresa será definida dentro de 30 dias, segundo informações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Transnordestina é um projeto que tem o custo orçado em R$ 400 milhões, dos quais R$ 200 milhões serão financiados através do artigo 9º do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor), que poderá utilizar até 18% do imposto de renda devido do BNDES. O banco de desenvolvimento também financiará R$ 100 milhões que serão usados no empreendimento. Os R$ 100 milhões restantes deverão ser bancados pelos sócios controladores da CFN. A Transnordestina engloba a construção de dois trechos ferroviários, que vão de Salgueiro a Missão Velha (no Ceará), com 115 quilômetros, e de Petrolina a Salgueiro (com 260 quilômetros), além da modernização da linha já existente entre Salgueiro e Recife, que tem uma extensão de 600 quilômetros. O empreendimento é importante para alavancar o desenvolvimento da região porque irá contribuir para que uma grande parte da produção interiorana do Nordeste se torne mais competitiva. |
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