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Versão carioca de La Fontaine no Teatro Apolo Assim como outros grandes clássicos da literatura infantil, o politicamente correto enredo de A Cigarra e a Formiga é mais um daqueles contos que, volta e meia, surgem por detrás da coxia para o foco dos holofotes do palco. O mais recente exemplo dessa adaptação vem com o mesmo nome da fábula de La Fontaine: A Cigarra e a Formiga. Prêmio Mambembe de Melhor Figurino deste ano, a peça carioca chega ao Recife depois de uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro e em outras capitais do País. A montagem pode ser vista somente amanhã, às 16h30, e domingo, às 10h30 e 16h30, no Teatro do Apolo. A Cigarra e a Formiga fala exatamente daquilo que os pais tanto esperam que seus filhos, e por que não eles próprios, escutem e aprendam: humildade, solidariedade e outros valores universais dificilmente encontrados no meio mais consumido pelas crianças, a televisão. Para os que não lembram, em resumo, ou melhor, em moral da história, a fábula narra o encontro e o confronto de diferenças e igualdades entre uma cigarra senhora de si e uma humilde formiga. Com um elenco encabeçado pela atriz Sônia de Paula (mais conhecida por suas participações em novelas), a montagem também traz os atores Roberta Costta, Tatiara Leão, Sérgio Sampaio, Sílvio Fróes e Renata Bianco. Escrita originalmente para um público adulto (La Fontaine personificou os problemas humanos em animais para passar pela censura da época), o enredo da peça é todo baseado em dualismos moralistas. Poderia-se dizer que a história é mais um eficiente mecanismo de ajuda para crianças desenvolverem conceitos salutares, poderia-se falar também que as personagens são ricas em entrelinhas filosóficas. No entanto, o que se leva mesmo com uma montagem como essa é a valorização de uma facção do teatro muitas vezes destinada somente ao interesse de associações de pais e mestres: o teatro infantil, completando este ano 50 anos de atividade no Brasil. O texto e a direção de A Cigarra e a Formiga é de Luiz Roberto Pinheiro e a produção é da própria Sônia de Paula. |
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