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CRISE
Náutico paga débito hoje para evitar que a sede seja leiloada

A boa campanha do Náutico na Terceira Divisão - o Alvirrubro é líder isolado do Grupo C, com 9 pontos - não está sendo suficiente para tirá-lo da crise financeira. Ontem à tarde, nos Aflitos, o presidente Josemir Correia revelou que a sede poderá ir a leilão segunda-feira.

Uma ação de 1996, na 16ª Junta de Conciliação e Julgamento, movida por um ex-funcionário - o nome não foi revelado -, que em janeiro de 1998 estava em R$ 15 mil foi resolvida pelo advogado do clube Berillo Albuquerque Júnior. Na época, o funcionário fez um acordo para receber R$ 2 mil, mas sua advogada não aceitou o acordo e queria receber seus honorários integralmente. Para evitar o leilão, o Náutico deve desembolsar hoje pela manhã R$ 4.800,00.

"Posso garantir que a sede não irá a leilão. Sou o presidente do clube e não interessa se são questões de outras administrações. Tenho a obrigação de resolver qualquer pendência financeira ou da Justiça do Trabalho", ressaltou Josemir Correia.

O presidente alvirrubro disse que em cada partida do time há um oficial de justiça para receber os débitos com ex-funcionários. Segundo ele, ao assumir o cargo, recebeu a informação de que o Náutico tinha em torno de 70 ações na Justiça, mas o número estava incorreto, tendo chegado a 150. "Já resolvi quase cem", garantiu.

CRISE - A demora da comissão do Conselho Deliberativo em aprovar o contrato do clube-empresa pode aumentar a crise financeira do clube. Josemir Correia não quer responsabilizar a comissão, pois acha que é composta de alvirrubros de responsabilidade que querem proteger o patrimônio do Náutico. Ao mesmo tempo, descartou a possibilidade de um "boicote político" à sua administração, deixando a aprovação para a próxima diretoria - as eleições serão na primeira quinzena de dezembro. "Isso não existe. O projeto está pronto, mas é preciso uma análise apurada antes da assinatura com o investidor".

O presidente alvirrubro não confirmou, mas comenta-se que o investidor já está definido, e na assinatura do contrato o clube receberia inicialmente R$ 12 milhões. Como não há dinheiro, Josemir Correia decidiu não fazer mais contratações. "Não vou falar em números. Posso assegurar apenas que só o Náutico se transformando em clube-empresa é que terá os seus problemas resolvidos".

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Jornal do Commercio
Recife - 10.09.99
Sexta-feira