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Regina Pitoscia

Bolsa sobe 1,82%; dólar cai mais

Mercado financeiro permanece cauteloso, mas passa a impressão de que está um pouco mais otimista com as iniciativas do governo. Alta das ações no mês está em 6,89%.

Os números de fechamento do mercado financeiro ontem sugerem razoável melhora nas expectativas dos investidores em relação ao quadro político-econômico. As cotações do dólar permaneceram declinantes, deprimidas por nova venda de Notas do Banco Central da série Especial (NBC-E), títulos públicos que remuneram com variação cambial mais determinada taxa de juros. O dólar comercial foi cotado por R$ 1,876, no fechamento, um recuo de 0,53% no dia que ampliou a desvalorização para 1,99% na semana e para 5,40% no mês. O dólar paralelo caiu 0,41%, mas ainda acumula avanço de 2,50% no mês.

O persistente declínio do dólar, embora pressionado pela oferta de sucessivos lotes de títulos cambiais, provocou também maior movimentação no mercado de ações. A Bolsa de São Paulo fechou com valorização de 1,82% e volume financeiro de R$ 609,535 milhões, ampliado com compras de investidores estrangeiros.

A Bolsa de Nova York fechou com o índice Dow Jones em alta de 43,06 pontos ou 0,39%. A expectativa, hoje, estará voltada à divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA em agosto.

O temor dos investidores é o mesmo dos últimos meses, o de que um possível indício de pressão inflacionária na economia leve a uma elevação das taxas de juros norte-americanas.

A continuidade de queda do dólar e o avanço das ações, com ampliação do volume financeiro, traduzem uma mudança de humor do mercado, iniciada com o lançamento do plano de investimentos do governo, o Avança Brasil, e a rápida troca no Ministério do Desenvolvimento, com a entrada de Alcides Tápias no lugar de Clóvis Carvalho.

A impressão que o mercado tem é que o presidente Fernando Henrique retomou o comando das ações, com efeitos positivos no Congresso, para pôr em andamento as reformas pendentes, principalmente a proposta de reforma tributária, a de regulamentação da reforma preivdenciária e a de Responsabilidade Fiscal.

Ouro

O ouro movimentado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou o pregão cotado por R$ 15,76 o grama, com desvalorização de 0,25%. O volume negociado foi de 98 kg. No mercado de Nova York, na Commodity Exchange (Comex), a onça-troy (31,104 gramas) de ouro foi cotada por US$ 256,90 nos contratos para liquidação em setembro.

Bolsas

A Bolsa de São Paulo fechou o pregão em alta de 1,82%, em 11.292 pontos, sustentada por uma expansão de 17,9% no volume negociado, de R$ 516,871 milhões de quarta-feira para R$ 609,535 milhões ontem. A melhora de expectativas atraiu também algumas compras de capital estrangeiro, segundo operadores. A alta de ontem puxou a valorização no mês para 6,89%. As cinco maiores altas entre as 47 ações do Índice Bovespa foram Copene PNA, 7,3%; Bradesco PN, 7%; Cesp PN, 6,7%; Geradora Paranapanema PN, 5,5%; e Itaúsa PN, 5,4%. As maiores baixas, Votorantim Celulose e Papel PN, 4,9%; Telesp Celular PNB, 2,1%; Copesul ON e Petrobrás BR PN, 1,7%; e Inepar PN, 1,6%.


Jornal do Commercio
Recife - 10.09.99
Sexta-feira