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RUMO A 2000
Magalhães reage a Cadoca e Joaquim

O prefeito Roberto Magalhães (PFL) reuniu ontem os líderes da bancada governista da Câmara Municipal e procurou lançar um "balde d'água fria" nas pretensas candidaturas de outros postulantes do PFL e PMDB às eleições municipais do próximo ano. Ao colocar-se como opção de candidato para a aliança dos dois partidos, Magalhães tenta dar um "freio de arrumação" na discussão sobre a sucessão municipal no âmbito da aliança PFL/PMDB.

Magalhães não se disse - diretamente - candidato, mas falou como potencial postulante à reeleição, citando, inclusive, os apoios do vice-presidente Marco Maciel e do governador Jarbas Vasconcelos, principais nomes da aliança. "Estou à disposição da aliança. Se ela decidir que posso ser o candidato, serei. Se escolher outro, irei apoiá-lo como se fosse eu", assegurou, diante dos vereadores.

Ao remeter a responsabilidade pela condução de sua candidatura à aliança PFL/PMDB, o prefeito eximiu-se de ter que continuar falando sobre sucessão. "A partir de hoje, não se fala mais que Roberto Magalhães pode desistir de candidatar-se. Só se essa for a posição do PFL e do PMDB, de querer outro candidato", reiterou.

Dos vereadores presentes ao encontro, o prefeito ouviu o que queria: manifestações de apoio à sua candidatura. "Ele será o nosso candidato, não há dúvida sobre isso", afirmou o presidente da Câmara, vereador Fred Oliveira (PMDB), falando em nome da bancada de 30 parlamentares que dão sustentação ao Governo.

Sem querer precisar data para oficialização da candidatura, Magalhães lembrou que as convenções partidárias somente serão realizadas em junho do próximo ano. Ressaltou, inclusive, que entende como legítimo o direito de outros pefelistas em pleitear a disputa por uma vaga de candidato na convenção. "É a plena liberdade de cada um. Se algum candidato quiser ir, acho legítimo", assinalou, não deixando claro se aceitaria bater chapa na convenção do PFL.

O prefeito não quis entrar na discussão sobre se cabe ao PFL manter-se na cabeça da chapa da aliança com o PMDB indicando o nome do postulante ao cargo de prefeito. "Não mando no PFL nem no PMDB. Tem o presidente do partido, Marco Maciel e, no PMDB, Dorany Sampaio e Jarbas Vasconcelos. Essas questões pertencem a eles, que são os líderes", assinalou, destacando que defende ardorosamente a manutenção da aliança.

Também manifestou-se contra o fim das coligações partidárias. "O PFL e o PMDB são os partidos mais angustiados. Me preocupo porque o candidato da aliança, seja eu ou não, tem que ter maioria na Câmara. Isso é muito importante", observou. Segundo ele, não vai interferir no processo de coligação entre os partidos. "Não pediria sacrifício a ninguém".

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Jornal do Commercio
Recife - 10.09.99
Sexta-feira