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RUMO A 2000 III O "freio de arrumação" do prefeito por ANA LÚCIA LINS O estopim para a reunião que o prefeito Roberto Magalhães realizou ontem, em seu gabinete, com os líderes governistas da Câmara Municipal, foram as recentes especulações em torno dos nomes do ex-governador Joaquim Francisco (PFL) e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Eduardo Cadoca (PMDB), como possíveis candidatos da aliança, no caso de Magalhães desistir de postular a reeleição. Irritado, o prefeito disse claramente que não estava mais agüentando o vaivém de informações pela imprensa. Por isso, resolveu chamar os líderes e, como bem definiu o presidente da Câmara Municipal, Fred Oliveira, "passar a bola", jogando a responsabilidade, a partir de agora, para as mãos da aliança PFL/PMDB. Mas, ao mesmo tempo que procurou dar um ponto final nas especulações que já apontavam Joaquim e Cadoca como possíveis `herdeiros' da aliança, o prefeito quis dar uma demonstração de que continua como "a bola da vez". Citando o apoio da bancada de 30 vereadores, do vice-presidente Marco Maciel e do governador Jarbas Vasconcelos, o recado foi curto e grosso: é o potencial candidato. "Tenho certeza de que Joaquim vai me procurar", minimizou Magalhães, sem querer se aprofundar na possibilidade do deputado federal trocar de legenda e candidatar-se por outro partido. Em relação a Cadoca, também colocou "panos quentes", afirmando que todos têm o direito de postular candidatura. "Por que só Roberto Magalhães? Não sou melhor do que ninguém", disse. |
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