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Acabou a gordura O consumo de eletricidade nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste vem emplacando picos de 43,3 mil megawatts para uma oferta máxima de 45,4 mil megawatts. Uma gordura de apenas 4,4% no sistema interligado da vasta região. A entressafra da água prolonga-se além do normal e os reservatórios começam a dar praia acima do esperado para novembro. A gordura começa a zerar. A economia brasileira deve fechar o ano com crescimento zero, na estimativa do Ipea. Se ela estivesse crescendo 4% ao ano, possibilidade não descartável para o próximo ano, provavelmente já estaríamos com o racionamento na ponta das chaves. O secretário de Energia do Ministério das Minas e Energia, Benedito Carraro, avisa que se o Produto Interno Bruto (PIB) crescer 4% no ano que vem, com três batidas na madeira, teremos de apelar para uma oferta adicional de pelo menos 700 megawatts. A ampliação do sistema, agora turbinado pelo capital privado, não se faz da noite para o dia. Até porque, há um excesso de cautela dos grupos privados que se instalaram nos sistemas de distribuição, geração e, a partir de agora, também de transmissão. Há problemas de (des)regulamentação do setor e os investidores estão "exagerando na exigência de garantias", diz Marco Aurélio Carvalho, da Eletrobrás. Sem contar o Efeito Itamar (Cemig e Furnas). Havia expectativa de investimentos privados de R$ 8 bilhões este ano. Mal vai passar de R$ 5 bilhões. O avanço das termoelétricas a gás e a óleo também encara problemas de transição e de decolagem. E a cogeração, a partir do bagaço de cana, igualmente tropeça na estiagem dos canaviais de São Paulo. O consultor Luiz Gonzaga Bertelli, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), diz que o consumo de energia vai continuar em expansão linear e não podemos perder mais tempo no deslanche das termoelétricas. Nos próximos dez anos, estão projetados 17,2 mil megawatts de energia térmica (13 mil de gás natural). A energia hídrica aposta em mais 23,1 mil. Uma expansão de 40,3 mil megawatts no parque gerador. Algo parecido com aumento de 63% da capacidade já instalada. Para evitar o blecaute futuro, temos de gerar mais, desperdiçar menos e conservar melhor. Ah! Chega de blecautes acidentais e sistêmicos por obra de um simples raio que o parta. Gaspetro Nova subsidiária na Petrobras, a Gaspetro, dispara dois grandes projetos de termoelétricas a gás no Rio de Janeiro: a Termo Rio e a Norte Fluminense. Em consórcio com operadoras privadas. Investimentos de US$ 650 milhões. Pela matriz O Ministério das Minas e Energia espera levantar de 3% para 12% a fatia do gás na matriz energética do País. Em sete anos. Algo parecido com 13 mil megawatts. Uma Itaipu a gás! Tarifação O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, aposta no arranjo tarifário de outubro: tarifas estáveis para o gás a despeito da volatilidade do dólar aqui dentro e dos preços do gás lá fora. Essa medida tranqüiliza consumidores industriais e investidores em termoelétricas a gás. Sobre pneus A Gaspetro também possui investimentos no desenvolvimento de motores a gás para táxis e ônibus urbanos. |
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