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FÍGADO Técnica dá sobrevida ao portador de câncer RIO - Uma nova técnica cirúrgica poderá dar sobrevida a portadores de câncer do fígado, uma doença até então tida como terminal. A primeira experiência foi realizada há três semanas, com sucesso, pelo médico francês Henri Bismuth. Ontem, ele contou sua experiência no XV Congresso Brasileiro de Hepatologia, que acontece na cidade. A técnica, porém, ainda não tem previsão de ser utilizada no Brasil. Segundo Bismuth, a nova cirurgia vai permitir que o tempo de espera na fila por um doador de fígado seja reduzido em 10%. "Isso parece pouco", observou. "Mas com a falta crônica de doadores, no mudo todo, já é alguma coisa", disse. A técnica criada por Bismuth é, na verdade, uma conjugação de duas outras também desenvolvidas por ele. O que o médico descobriu é que é possível utilizar fígado de pessoas doentes para ajudar pacientes terminais. Os doentes, no caso, são os portadores de paraminoidose, uma doença genética provocada pelo fígado, que passa a produzir o amilóide. Essa substância provoca destruição do sistema nervoso e do sistema digestivo, além de atrofiar os pés. Quando o doente de paraminoidose recebe um fígado novo, o seu não é mais inutilizado. Ao contrário, é duplicado e pode ser transplantado em duas pessoas que sofrem de câncer do fígado. "Quando uma pessoa descobre que tem câncer no fígado, morre no máximo em seis meses", explicou o médico. "Com o fígado da pessoa doente, ela só desenvolve em 15 anos". |
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