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PRÊMIO
EUA ganha Nobel de Medicina

ESTOCOLMO - O Prêmio Nobel de Medicina 1999 foi atribuído ontem ao norte-americano de origem alemã Günter Blobel, da Universidade Rockfeller, de Nova York, por sua pesquisa dos mecanismos moleculares responsáveis por diversas doenças congênitas.

Blobel, 63 anos, foi recompensado por demostrar como as novas proteínas fabricadas pelo corpo atravessam a membrana que cerca as células às quais estão destinadas, segundo o Instituto Karolinska, responsável pelo prêmio. Com isso, permitiu compreender a maneira como uma eventual má posição da proteína na célula pode ser a causa de várias doenças congênitas, entre elas, a hipersaluria primitiva, que produz cálculos renais em crianças, certas formas de hipercolesterolemia e mucoviscidoses.

As pesquisas contribuíram também para "tornar mais eficaz a utilização das células como `fábricas de proteínas' para produzir medicamentos como a insulina, o hormônio do crescimento e o interferon".

Günter Blobel, nascido em Waltersdorf, antiga Silésia alemã, fez a maior parte de sua carreira na Universidade Rockfeller, na qual ingressou em 1967 e onde ensina biologia celular e molecular desde 1992.

O pesquisador receberá junto com o prêmio, em 10 de dezembro, em Estocolmo, um cheque de 7,9 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 960 mil), que lhe será entregue pelo rei Carl XVI Gustaf da Suécia no dia de aniversário da morte, em 1896, do pesquisador sueco Alfred Nobel, que criou a premiação em 1895. Blobel doará seu prêmio à Fundação Amigos de Dresden, criada e presidida por ele e que cuida da reconstrução de Dresden, cidade alemã destruída por um ataque aliado em 1945.

Esta é o 89ª ano que se concede o Nobel de medicina, que pode ser compartilhado por mais de um pesquisador por vez. Os EUA o receberam em 80 ocasiões, seguido do Reino Unido (22) e Alemanha (15).

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Jornal do Commercio
Recife - 12.10.99
Terça-feira