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PRIVATIZAÇÃO Governo oferece a Celpe nos EUA por HELIANE ROSENTHAL O vice-governador, Mendonça Filho, embarcou, ontem, para os Estados Unidos a fim de promover um road show da privatização da Companhia Energética de Pernambuco, ou seja, apresentar a estatal a investidores americanos que atuam no setor energético. O objetivo do governo é atrair o maior número possível de empresas para o leilão da Celpe e, assim, torná-lo disputado e, conseqüentemente, garantir um ágio maior no leilão, previsto para novembro. Segundo Mendonça Filho, a escolha da comissão de privatização recaiu sobre os Estados Unidos pois as empresas daquele país na área de eletricidade ainda não investiram fortemente no Brasil, ao contrário do que vem ocorrendo com as energéticas da Europa. Espanhóis, como a Iberdrola e a Endesa, já conhecem bem o mercado e já mantiveram constantes contatos com a diretoria da Celpe. "Vamos mostrar ao mercado americano a oportunidade de investimento que é a privatização da companhia", explicou Mendonça Filho. Estão agendadas reuniões com quatro empresas americanas, entre as quais a Alliant Energy, que já pagou os R$ 30 mil para visitar o data room da Celpe. Os encontros ocorrerão nas cidades de Washington, Kansas City, Houston e Madison - no estado de Winsconsin. As outras três são Pennsylvania Power Light, Utilicorp United e Reliant Energy. Para Mendonça Filho, essa é a forma de tornar a privatização da estatal o mais divulgável possível para ampliar o número de interessados, o que vai influenciar diretamente no resultado do leilão. Ontem, o vice-governador garantiu que dia 19 será anunciado o preço mínimo da empresa no leilão. REFORÇO - Além do vice-governador, participarão do road show, o presidente da Celpe, Paulo Cezar Tavares, e dois consultores do Banco Rothschild, que está atuando na privatização da empresa. Além disso, o governador Jarbas Vasconcelos reforçou, de última hora, o time que está cuidando do processo, com a convocação do ex-superintendente da Sudene, Aloísio Sotero. Até a data do leilão, dia 18 de novembro, Sotero vai assessorar o governador na privatização da companhia. Com esse ingresso no grupo da privatização, o ex-superintendente acabou adiando, por 45 dias, a sua ida à Washington, onde vai trabalhar como consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo informação divulgada pelo Palácio do Campo das Princesas, Sotero explicou que não poderia se furtar de atender ao convite de Jarbas, pois sabe da importância fundamental que tem a privatização da Celpe para o Estado. O convite de Jarbas é estratégico, pois ele conhece o trabalho que Sotero vinha desenvolvendo na Sudene de captar investidores nacionais e estrangeiros para a região. Além disso, muitas vezes, desde a saída do ex-superintendente, especulou-se que o governador estava tentando levá-lo para fazer parte de sua equipe, o que não ocorreu. |
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