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AJUDA INTERNACIONAL
Malan admite abrir mão de US$ 2,4 bi do FMI

BRASÍLIA - O Brasil poderá abrir mão do saque de US$ 2,4 bilhões, referente à quarta parcela do empréstimo de US$ 41,5 bilhões obtido no ano passado junto aos organismos multilaterais de crédito e ao BIS. O país já havia aberto mão da terceira parcela, também de US$ 2,4 bilhões, e agora está analisando se vai ou não abrir mão do total de US$ 4,8 bilhões disponíveis para saque.

A informação de que o dinheiro não será necessário chegou a ser confirmada onem pelo Banco Central, que voltou atrás após entrevista concedida pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan. Ele disse que o governo "está analisando o assunto". "Trata-se de um empréstimo que tem custos e estamos avaliando a necessidade de sacá-lo", comentou.

Malan deu indicações de que o país está numa posição "confortável". Ele lembrou que o Brasil já iniciou o pagamento do empréstimo obtido no ano passado junto à comunidade financeira internacional. Segundo o ministro, o governo definiu uma trajetória para o financiamento do balanço de pagamentos em 2000 e 2001. Indica, segundo ele, que o financiamento das contas externas não representa um impedimento ao ajuste da economia brasileira.

"Todas as projeções de balanço de pagamento indicam uma situação mais confortável", disse. "O déficit em transações correntes será 100% financiado com investimentos diretos".

DIFICULDADES - Entre as principais dificuldades já superadas ele citou o aumento superior a 120% dos preços do petróleo, a queda nos preços das commodities e as dificuldades enfrentadas pelos países latinoamericanos. Mas, segundo ele, as contas do balanço de pagamentos já refletem o efeito da desvalorização cambial nas contas do balanço de pagamentos, por exemplo, nas viagens internacionais.

Em relação ao comportamento da balança comercial, Malan disse que o país está saindo de uma situação de déficit de US$ 6,5 bilhões no ano passado para um "pequeno déficit este ano".

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Jornal do Commercio
Recife - 12.10.99
Terça-feira