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GENEALOGIA Um obstinado retorno ao passado Os primeiros passos para quem deseja compor uma árvore genealógica são uma boa conversa com os membros mais idosos da família e a escolha de um 'tronco' conhecido, que servirá como marco inicial da pesquisa. Os obstáculos que se seguem, no entanto, não são poucos. No decorrer dos anos, as formas de se instituir um nome ou sobrenome sofreram inúmeras variações. Em certa época, os filhos adquiriam nomes derivados dos pais. Assim, Álvares, por exemplo, o mais antigo sobrenome brasileiro, provavelmente vem de Álvaro. Durante o período do Brasil-Colônia, os portugueses que aqui chegavam mudavam de identidade, passando a utilizar os nomes das regiões de onde vinham (Coimbra, Lisboa). Soma-se a essas dificuldades para montar o quebra-cabeças genealógico o fato de que só em 1889 foi regulamentado o registro civil no país - até então, os sobrenomes eram colocados mais ou menos de forma arbitrária. Geralmente, só se transmitia aos filhos o sobrenome do pai, desconsiderando-se o da mãe. Os pesquisadores mais obstinados, contudo, driblam as adversidades e correm em busca de seus propósitos. Alguns começam a desenvolver a árvore genealógica simplesmente por curiosidade ou para comprovar o 'sangue azul' através do parentesco com personalidades ilustres. Outros, no intuito de requerer direitos de herança ou de dupla nacionalidade. Há, também, os que acreditam na influência da carga genética, adquirida dos antepassados, em seu comportamento, aptidões e temperamento. Mas, o time que mais cresce é o daqueles que desejam resgatar os valores e tradições familiares, a fim de repassá-los às futuras gerações. IDENTIDADE - Perdidas no anonimato das grandes cidades, sem raízes ou referenciais, cada vez mais as pessoas procuram sentir que fazem parte de algum grupo ou lugar. E é nesse contexto que se revela a importância psicossocial dos laços de família que a pesquisa genealógica se propõe a restabelecer. Genealogista há dois anos, Jadson Cunha sabe bem o que os conceitos de união e integração familiar significam. Pesquisando a descendência do português João de Almeida Seixas (seu bisavô), que chegou ao Brasil nos idos de 1860, Jadson já conseguiu agrupar mais de 300 parentes vivos (95% dos quais evangélicos). Em janeiro deste ano eles se reuniram num culto em ação de graças pela existência da família e aproveitaram para fundar a Associação das Famílias Almeida Seixas em Pernambuco. "Saber quem somos, onde estamos e o que fazemos foi apenas o início", diz entusiasmado. "O próximo passo é constatar como vivemos, o que queremos e de que estamos precisando", acrescenta. Iniciativa pioneira no estado, segundo Jadson, essa organização foi criada com o objetivo de promover o bem-estar de seus membros através da assistência financeira e social, assim como da realização de eventos culturais e recreativos que "propiciem a comunicação e o bom relacionamento entre os diversos integrantes do clã". O desenvolvimento de estudos para a ampliação da árvore genealógica da família, desde a sua origem em Portugal, com a junção dos Almeida e dos Seixas, também está entre as principais metas da associação que, atualmente, já conta com um jornalzinho - enviado aos sócios de dois em dois meses -, além de um calendário e uma agenda contendo os nomes de todos os descendentes, datas e locais de nascimento e casamento, profissão, entre outras informações. "Toda família tem uma história importante que precisa ser contada, vivida e, acima de tudo, perservada. Na nossa, esse sentimento é compartilhado, especialmente, em função do fator religioso", ensina Jadson. O próximo encontro da família está marcado para 8 de janeiro, quando se estima que estarão reunidas cerca de 500 pessoas. Um pré-encontro acontece no dia 13 de novembro, só com as mulheres descendentes de Almeida Seixas em Pernambuco. (M.D.) Serviço * Descendentes de Almeida Seixas que desejarem se reintegrar à família podem entrar em contato com Jadson Cunha pelo telefone (0xx81) 251.0686 ou pelo e-mail: * No caso da família Reinaux, os telefones para contato com o professor Marcílio são (0xx81)454.5288 e 454.5262 |
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