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REGISTROS Veja onde pesquisar a sua história Existem no Recife dois redutos importantes de pesquisa genealógica, quase desconhecidos do grande público. O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco e os Centros de História da Família, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmon), dispõem de documentos cartoriais que podem facilitar o trabalho daqueles que estão começando a montar sua árvore familiar. No instituto, os visitantes têm acesso a um acervo com mais de três mil registros - entre inventários e certidões de nascimento e casamento -, além de 90 livros do século 18, que trazem a história de diversas famílias pernambucanas e seus mais famosos sobrenomes, a exemplo de Gomes de Sá, Agamenon Magalhães e Siqueira Cavalcante. A Comissão de Genealogia do instituto se reúne todos os sábados, das 8h às 12h, quando as salas ficam abertas para pesquisa. UNIÃO - Partindo do princípio religioso de que as famílias devem se manter unidas por toda a eternidade, os mórmons construíram uma imensa estrutura para a pesquisa genealógica, que pode ser utilizada gratuitamente por qualquer pessoa, independentemente da religião. Com a finalidade de ajudar os membros do grupo a identificar os antepassados, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias microfilma registros (civis, paroquiais, militares e jurídicos, entre outros) nos cinco continentes. Atualmente, guarda mais de dois milhões de rolos de microfilmes, 150 mil microfichas, mais de 300 mil livros e oito milhões de formulários sobre grupos familiares de 69 países, principalmente do período entre 1500 e 1900. Todo esse material fica arquivado na Biblioteca Central de História da Família, nas Montanhas Rochosas de Utah, Estados Unidos, mas cópias podem ser consultadas através dos 3.412 Centros de História da Família espalhados pelo mundo inteiro. Em Pernambuco há doze centros à disposição do público, que contam com um índice genealógico básico e um acervo local de registros mais procurados. No entanto, se alguém precisar de um rolo de microfilmes arquivados na biblioteca de Utah ou na sede de São Paulo - onde ficam todos os microfilmes brasileiros -, basta pagar uma taxa simbólica de R$ 2,00 para obter o material, que chega em cerca de 15 dias e pode ser utilizado durante um período de até dois meses. "Nós só não fazemos a pesquisa pela pessoa, mas oferecemos toda a estrutura e apoio necessários, estimulando e ajudando no que é possível", informa Ivan Santos, consultor de história da família do templo mórmon localizado no bairro da Boa Vista. ON LINE - Outra grande aliada dos interessados em identificar antepassados é a Internet. Os bancos de dados arquivados nos sites especializados poupam tempo e esforço aos 'geneonautas' de plantão, que já fazem da genealogia o quarto assunto mais popular da rede, atrás de esportes, finanças e sexo. Entre as páginas mais procuradas estão as do norte-americano FamilySearch, site não-comercial mais visitado do mundo, criado em maio deste ano pelos mórmons, com o objetivo de disponibilizar todo o arsenal genealógico que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias vêm armazenando. Por enquanto, só os registros de norte-americanos, ingleses e finlandeses podem ser acessados, mas estima-se que, até o final do ano, outros países integrarão a lista, inclusive o Brasil. Informações específicas sobre genealogia luso-brasileira na Internet são limitadas quando comparadas aos dados sobre outras culturas (italiana, norte-americana, judaica, etc), porém o número de homepages portuguesas e brasileiras têm aumentado a cada dia. Um exemplo é a Central de Genealogia, que existe desde janeiro de 1998, servindo como referencial para entidades e pesquisadores do assunto.(M.D.) Serviço * Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambuco - Rua do Hospício, 130 - F.222.4952 * Centro de História da Família do Templo Mormón da Boa Vista - R. das Ninfas, 30 - F.423.6812 e 423.3833 * Sites: - FamilySearch (http://www.familysearch.org) |
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