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DIA DAS CRIANÇAS V Fórum da Unesco vai discutir combate à pedofilia na Internet por GUSTAVO BELARMINO Representantes de vários segmentos ligados à tecnologia de informação participam, amanhã, no Rio de Janeiro, da palestra que inaugura o Fórum Brasileiro de Ética pela Infância e Juventude na Internet (ForÉtica-BR). O Fórum, constituído em maio deste ano pela Unesco, será permanente e constitui o primeiro passo de uma ação ampla de combate a crimes contra os menores ocorridos no espaço virtual, em particular a pedofilia e a indução à prostituição infantil. A iniciativa da Unesco envolve representantes de organizações governamentais e não governamentais (ONGs) e dos provedores de serviços de Internet. Apesar da legislação ser clara quanto aos crimes de pedofilia, a cada dia mais páginas proliferam no espaço virtual exibindo cenas de sexo e violência com crianças. Nas salas de bate-papo, a troca de imagens deste tipo ocorre livremente. "O plano de ação da Unesco tem caráter de urgência. Para as fotos existirem e circularem, crianças verdadeiras foram violentadas", explica a coordenadora da secretaria do ForÉtica-BR, Maria Inês Bastos, que define como objetivo de conclusão da primeira etapa de um plano para o biênio 2000/01. Para a coordenadora, cada indivíduo adulto possui liberdade para fazer o que bem entende com suas fantasias, contanto que isso não envolva um ato de violência contra outra pessoa. Pernambuco vai estar representado pelo presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), José Carlos Cavalcanti, que abordará o lado positivo da Rede para a educação e a importância de resguardá-la como espaço de aprendizagem. Na opinião de Cavalcanti, a Rede é um espaço de "hiper conhecimento", e deve ser tratada como tal, gerando e difundindo informações. O representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, lembra que é preciso conscientizar, sobretudo os jovens, que são os grandes consumidores dos conteúdo que circula no espaço virtual. "É muito fácil para os pais impedir que os filhos assistam determinados programas de TV. Com a Internet é diferente, temos que sensibilizar os responsáveis pela educação, tanto pais e educadores, sobre o cuidado que eles devem ter com os filhos", diz Werthein. Na palestra são aguardadas as presenças do secretário de Estado dos Direitos Humanos, José Gregori e do diretor presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Acesso (Abranet), Antônio Tavares. Durante todo o dia serão debatidas estratégias de coibição da pedofilia na Internet e, ao final, será lançado o livro Inocência em Perigo - Abuso sexual de crianças, pornografia infantil e pedofilia na Internet, uma coletânea de textos de vários autores sobre o assunto. FORÉTICA - Além de palestras, discussões e painéis, a Unesco pretende lançar uma série de mecanismos de alerta e prevenção contra pedofilia na Internet. Uma das primeiras ações é a implementação, ainda este ano, de um site, o ForÉtica-BR Online, que terá, entre outras coisas, uma seção para denúncias e aconselhamento das vítimas, com a ajuda da Polícia Federal e Interpol. Em todo o País também será deflagrada uma campanha para mobilizar provedores de acesso, pais, mestres e a comunidade da Internet como um todo. "Não queremos com essa campanha `demonizar' a Internet. A gente quer é preservá-la como instrumento de educação, através de reflexões criteriosas e trabalhos construtivos" afirma a coordenadora Maria Inês. Ela revela que, até o ano 2001, 35 pessoas, subdivididas em grupos de trabalho, estarão envolvidas no andamento do Fórum, que adotou o slogan `Com infância não se brinca: diga Não à violência sexual contra crianças'. Voluntários serão bem-vindos. |
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