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REAÇÃO
Indonésia reforça fronteira com Timor

JACARTA - Reagindo a um confronto, domingo, entre seus soldados e a Força Internacional para Timor Leste (Interfet) - incidente que culminou com a morte de um militar indonésio -, o Governo de Jacarta anunciou ontem que reforçará com centenas de soldados sua presença em Timor Oeste. "Vamos enviar um batalhão de soldados indonésios para proteger as áreas ao longo da fronteira que, ao nosso ver, estão em perigo diante da ameaça da Interfet", afirmou o general Adam Damiri, chefe do comando militar de Udayana (que vai de Bali até a Ilha de Timor) na vila fronteiriça de Motaain. Um batalhão tem geralmente entre 700 e mil homens.

O governo indonésio acusou a força de paz comandada pela Austrália de ter provocado o choque na fronteira entre Timor Leste e Oeste. De acordo com a versão do Exército da Indonésia, o incidente ocorreu em Timor Oeste (onde é internacionalmente reconhecida a soberania indonésia), deixando um policial morto e outros dois feridos.

ACUSAÇÕES - A Interfet negou enfaticamente as acusaçãos e a morte, e o governo australiano pediu a realização urgente de negociações de segurança da alto nível entre as partes para reduzir a tensão. O comandante da Interfet, o general australiano Peter Cosgrove, insistiu que as forças pró-Jacarta estavam em território leste-timorense e atiraram primeiro.

Já o primeiro-ministro australiano, John Howard, por sua parte declarou em Camberra que desejava encontros no "mais alto nível" para esclarecer o incidente. A atitude da Indonésia mostra, segundo ele, "que certos elementos das forças armadas indonésias não levam em conta a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao continuar apoiando as milícias".

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Jornal do Commercio
Recife - 12.10.99
Terça-feira