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De quem é a culpa? Roberto Magalhães considera coisa de "quarto mundo" a deflagração antecipada do debate sucessório municipal. Além de estarmos a um ano da realização das eleições, argumenta o prefeito, a energia que se gasta com esse debate poderia estar sendo canalizada para a solução dos problemas do povo. Até aí nada a reparar. Pois, de fato, não se conhece país do primeiro mundo que tenha campanhas longas como as do Brasil. Aqui, quando termina uma eleição deflagra-se imediatamente a outra porque o resultado da anterior é utilizada como parâmetro para a montagem dos palanques futuros. Mas, coisa de "quarto mundo" ou não, o fato é que essa antecipação está incorporada à nossa cultura e os grandes responsáveis por ela são os próprios políticos, que fizeram as lei que disciplinam entre nós a criação e o funcionamento dos partidos e das coligações, o prazo para troca de legenda, etc. Tome-se por exemplo as eleições do próximo ano. Não fôssemos um país do "quarto mundo", o debate sobre a prefeitura do Recife seria travado na época oportuna, ou seja, a três ou quatro meses da data do pleito. Mas o que diz a legislação? Que aquele cidadão ou cidadã que pretende disputar mandato nas eleições do ano 2 mil teria até 30 de setembro último para se inscrever em algum partido, sob pena de tornar-se inelegível. Como no Brasil troca-se de partido como quem troca de camisa, os quinze dias que antecederam o esgotamento desse prazo foram de grande efervecência política: senadores, deputados, prefeitos e vereadores reposicionaram-se partidariamente, fazendo com que os meios de comunicação dessem grande cobertura a esse troca-troca. O próprio Roberto Magalhães entrou na roda compulsoriamente. Pretendia tratar de sucessão no próximo ano, mas foi obrigado a declarar-se candidato para tirar do páreo Joaquim Francisco e o secretário Carlos Eduardo. Afora isto, consumiu parte do mês de setembro administrando filiação de candidatos a vereadores. Conclusão: ou se mexe na lei para retardar ao máximo as campanhas políticas no Brasil, ou continuaremos a ser, na visão do prefeito, "país de quatro mundo". Fazer o que? Day after Do deputado Romário Dias, líder do governo na Assembléia Legislativa, sobre a visita que um grupo de senadores e deputados federais realizou ontem à Zona da Mata: "Não discuto a boa vontade e nem o patriotismo dos integrantes desta comissão. Mas qual a consequência prática da visita? Virão mais recursos para aquela área do Orçamento Geral da União ou tudo continuará do jeito que se encontra hoje?". Cara própria Pelos cálculos de Roberto Freire, o PPS terá candidatos próprios a prefeitos em 20 das 27 capitais. Os de maior visibilidade eleitoral são Carlos Wilson (Recife), Patrícia Gomes (Fortaleza), Eduardo Braga (Manaus), Ildegardo Alencar (Macapá) e Raul Filho (Palmas). Patrícia, ex-mulher de Ciro Gomes, talvez perca o apoio de Tasso porque o PSDB cearense deseja ter seu próprio candidato. Dupla de fiéis O deputado Guilherme Uchoa (PMDB) e o ex-deputado Ribeiro Godoy (PFL) são os mais novos frequentadores do Santuário de Mãe Rainha, em Ouro Preto, próximo à Rede Globo de Televisão. O primeiro garante ser devoto da Santa há muitos anos, e o segundo jura de pés juntos como a sua ida àquele local não tem nada a ver com a sua candidatura a prefeito do município de Bonito. Falta d'água reduz receita da Compesa A Compesa terá um faturamento este ano inferior ao do ano passado em pelo menos R$ 50 milhões. A receita mensal, que em 98 situava-se na faixa dos R$ 18 milhões, hoje oscila entre R$ 12 e 13 milhões. É grande a procura pelo Leão do Norte Doze deputados estaduais concorrem este ano ao troféu "Leão do Norte". Bruno Araújo (PSDB), Manoel Ferreira (PPB) e Sérgio Pinho Alves (PSDB) disputam simultaneamente as categorias "cultura" e "economia". Alvo certo O prefeito de Floresta Sérgio Jardim (PMDB) enviou projeto à Câmara Municipal concedendo "pensão vitalícia" no valor de 75% dos subsídios do prefeito à esposa de chefe de executivo que vier a falecer no exercício do mandato. Estão contra o projeto, que visa amparar a viúva do ex-prefeito Oscar Ferraz, os vereadores João e Cláudio Novaes e Ulisses de Souza Ferraz. Os excluídos Além do pernambucano Marcos de Jesus, mais três deputados federais foram expulsos do PST pelo presidente do partido Marcílio Duarte: De Velasco (SP), Paulo José (RS) e Valdecir Paiva (RJ). O mineiro Lincoln Portela discordou da expulsão dos três colegas e também pediu desligamento. Os três foram expulsos porque obedeciam às ordens do deputado bispo Rodrigues (PL-RJ). Paulo Pereira da Silva (Força Sindical), além de assistir, na próxima 5ª, à inauguração do Centro de Solidariedade ao Trabalhador, no Recife, fará uma palestra para o PFL Jovem na Assembléia Legislativa. Com o aval de FHC, a bancada governista no Congresso diz que aceita discutir a proposta de Roberto Freire (PPS) para a previdência social: ela teria "caráter universal", ou seja, trataria igualitariamente servidores públicos e de empresas privadas, civis e militares. Cristóvam Buarque (PT-DF) e Anthony Garotinho (PDT-RJ) conversaram recentemente sobre a sucessão de FHC. Disse o governador do Rio referindo-se a Ciro Gomes (PPS), que lidera as prévias: "Meu 1º emprego foi como locutor de corrida de cavalo, em Campos. Aprendi por experiência própria que, em 90% dos casos, cavalo que parte na frente não ganha a corrida". Sobre matéria de ontem a respeito das próximas eleições, esclarece Francisco Coutinho, o "Chicão" de Camaragibe: é candidato a prefeito pelo PDT e não pelo PPS. Já Orlando Jorge, de Limoeiro, diz que seu partido é o PPS e não o PSDB. |
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