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NARCOTRÁFICO III Factorings vão ser investigadas CAMPINAS - A CPI do Narcotráfico vai investigar se as empresas de factoring de Campinas estão sendo usadas para esquemas de lavagem de dinheiro obtido com narcotráfico e roubo de cargas. A primeira impressão de que as factorings, junto com as casas de câmbio, estariam exercendo o papel de lavanderia do crime organizado surgiu depois que se confirmou, no rastro de denúncias recebidas pela CPI do Narcotráfico, que nomes ligados ao esquema montado pelo tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor, Paulo César Farias, teriam aberto empresas de factoring em Campinas. O delegado aposentado da Polícia Federal, Paulo Lacerda, que assessora o deputado federal Robson Tuma (PFL-SP), subrelator de Campinas, está auxiliando a CPI do Narcotráfico a cruzar os dados, nomes e situações mencionados no esquema PC Farias, do qual ele é um dos maiores conhecedores, por ter presidido o inquérito da Polícia Federal que apurou o processo de lavagem de dinheiro obtido pelo esquema de extorsão e corrupção do governo Collor. O cruzamento de informações poderá revelar se o advogado William Sozza, considerado um dos chefes do crime organizado de Campinas, já aparecia no esquema PC o que, até agora, ainda não se sabe, devido ao volume de informações levantadas no inquérito da PF no início da década de 90. "O empresário Ed Wanger Generoso, um dos citados no braço campineiro do esquema PC e um dos indiciados no inquérito concluído pela Polícia Federal em 1994, confirmou que, depois do escândalo PC, chegou a abrir uma empresa de factoring na cidade, mas abandonou o ramo há cerca de dois anos. "Não mexo com mais nada envolvendo sistema financeiro", afirmou Generoso, que se declara empresário do setor da construção civil. Generoso, que foi acusado de ter feito um depósito na conta de um fantasma do esquema PC, disse que sua vida ficou marcada apenas por causa de um depósito feito por outra pessoa. |
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