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JUSTIÇA II Comerciantes ainda não receberam equipamentos Apesar de o despacho do juiz da 3ª Vara da Fazenda Estadual ter determinado a imediata devolução das máquinas de diversão eletrônica apreendidas no mês passado, os 16 comerciantes autores da ação ainda não receberam os equipamentos. Até a tarde de ontem, o chefe de Polícia Civil, Manoel Carneiro, aguardava a presença do oficial de justiça, encarregado de fazer cumprir a ordem. Carneiro já adiantou, no entanto, que as máquinas não se encontram mais sob a tutela do Estado, apesar de continuarem guardadas no depósito da Secretaria da Fazenda, na Rua da Aurora. No último dia 11, os equipamentos passaram para a responsabilidade da Polícia Federal, por determinação do Ministério Público Federal. "Por conta disso, nós não podemos devolver as máquinas", justificou. O oficial de justiça receberá o comunicado do diretor de polícia sobre o fato e o levará para o juiz da 3ª Vara da Fazenda. De acordo com Carneiro, em duas semanas de operação, iniciada em 22 de outubro, a Polícia Civil apreendeu 351 equipamentos de diversão eletrônica. Carneiro não soube especificar quantos são as de vídeo-pôquer, vídeo-bicho e vídeo-frutinha (contempladas pela liminar), caça-níquel e vídeo-bingo. "As máquinas caça-níquel, que continuam proibidas, representam pouco em relação ao número total", adiantou. O assessor de imprensa da Polícia Federal, Jaime Lielson, informou que a PF ainda não iniciou o levantamento dos tipos de máquinas. Por sua vez, o procurador Francisco Bandeira de Melo, da Procuradoria Geral do Estado, declarou que o Governo irá recorrer ao Tribunal de Justiça da decisão da 3ª Vara da Fazenda. Segundo ele, outra ação referente ao mesmo assunto será apreciada hoje na 5ª Vara da Fazenda Estadual. |
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