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CONFERÊNCIA II Na ExpoDesert, o público pode entrar por VERÔNICA FALCÃO Enquanto 2.500 delegados de 159 países discutem a portas fechadas a implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, o público pode conhecer de perto a tecnologia que já foi desenvolvida para minimizar o problema, no hall do Centro de Convenções. A ExpoDesert, que funciona das 12h às 18h, mostra equipamentos e produtos destinados a áreas secas, a exemplo do dessalinizador de água desenvolvido pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Ministério do Meio Ambiente. Com capacidade para produzir 1.500 litros de água potável por dia, o dessalinizador já foi implantado em 400 localidades do Semi-Árido brasileiro. No estande do ministério, o público pode ver ainda um dessalinizador destinado a pequenos municípios, que consegue tirar os sais de 50 mil litros de água por dia. Os dois equipamentos utilizam energia solar e funcionam por osmose reversa, processo de filtragem da água por meio de pressão osmótica. O processo gera uma salmora que pode ser usada para a criação de peixes ou o cultivo de plantas do gênero Atriplex. O estande exibe ainda um forno movido a hidrogênio retirado da água por meio de eletrólise. A ExpoDesert conta com 20 estandes. Além de tecnologias para áreas secas, a feira mostra o trabalho de governos estaduais, organizações não-governamentais, órgãos do Governo Federal, universidades, institutos de pesquisa e organismos internacionais. "A idéia foi criar um corredor de negócios", diz Alberto Góis, assessor do MInistério do Meio Ambiente e organizador da ExpoDesert. |
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