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CONFERÊNCIA III
ONGs querem difundir técnicas bem-sucedidas

por MARCELO ROBALINHO

Com o objetivo de propor políticas de pesquisa em ciência e tecnologia para o Semi-Árido brasileiro, cientistas de todo o Nordeste apresentaram, ontem, um documento dentro do Fórum Paralelo da Sociedade Civil à COP-3. A idéia é criar mecanismos eficazes para o combate ao problema da desertificação. Entre as propostas do documento, está a difusão das tecnologias que já são aplicadas nessas áreas, através da sistematização dos dados obtidos com as pesquisas. Para isso, seria criada uma base de dados na Internet.

"Queremos superar as dificuldades atuais, além de encontrar instrumentos para promover a articulação entre as diversas linhas de pesquisa e o acesso aos resultados que são obtidos com os estudos", afirma uma das coordenadoras da oficina de trabalho `Pesquisa em Ciência e Tecnologia para Sustentabilidade do Semi-Árido do Nordeste', Isabelle Meunier.

Segundo ela, que também é professora do Departamento de Ciência Florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco, isso só seria possível através da ação de políticas institucionais, a exemplo do Ministério do Meio Ambiente e da Sudene, que pudessem disponibilizar esses resultados, além de bibliografia específica. "Só com a criação de uma linha de financiamento que contemple o Semi-Árido, a desertificação poderá ter soluções viáveis", atesta.

COMISSÃO - Outra sugestão proposta pelos pesquisadores é a criação de diversas comissões interinstitucionais de especialistas em desertificação. Elas estariam ligadas a uma coordenação-geral, provavelmente composta por membros do governo. O objetivo é discutir temas pertinentes à questão - entre econômicos e políticos -, articular as diversas informações sobre o problema e propor alternativas de uso sustentável dos recursos naturais.

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Jornal do Commercio
Recife - 18.11.99
Quinta-feira