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CONFERÊNCIA VI
Sociedade civil exige mais espaço nas decisões

A delegação brasileira na COP-3 recebeu, ontem à noite, um documento das organizações não-governamentais (ONGs) exigindo uma maior participação da sociedade civil nas ações do governo federal para o combate à desertificação. O documento foi elaborado por uma comissão representativa das 80 ONGs - 30 do Brasil e as demais estrangeiras - inscritas na conferência, que prossegue até o dia 26, no Centro de Convenções.

O coordenador do Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não-Governamentais Alternativas (Caatinga), Hermes Gonçalves Monteiro, explica que as delegações de outros países estão recebendo o mesmo documento. "Montamos esta estratégia para garantir o resultado da pressão da sociedade civil junto aos governos".

O documento foi entregue pela Fundação Esquel, outra ONG brasileira que desenvolve ações no Semi-Árido, e pede um amplo envolvimento da sociedade civil na elaboração do Plano Nacional de Combate à Desertificação.

As ONGs também propõem o estabelecimento de um órgão consultivo especial sobre a participação da sociedade civil no processo de preparação, implementação e avaliação dos programas nacionais. "Queremos ainda chamar a atenção da comunidade doadora internacional para a importância do apoio da ONGs aos planos nacionais".

PALESTRAS - O Fórum Paralelo das ONGs, no Parque 2 do Memorial Arcoverde, no Complexo de Salgadinho, promove a partir de hoje, às 19h, palestras sobre práticas bem-sucedidas em outros países. As palestras são proferidas por técnicos de ONGs estrangeiras. Hoje a experiência mostrada será de Cuba e amanhã, do Sahel. A programação para a próxima semana ainda não foi definida, mas os organizadores garantem apresentações diárias, no mesmo horário, exceto na quarta-feira. (V.F.)

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Jornal do Commercio
Recife - 18.11.99
Quinta-feira