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CONTAS PÚBLICAS Ipsep reduz despesas com convênios por ADRIANA SANTANA O Governo do Estado vai reduzir o número de hospitais conveniados com o Ipsep e, possivelmente, diminuir os serviços médicos oferecidos aos funcionários públicos estaduais. A medida vai ser tomada com o objetivo de reduzir as despesas mensais do instituto de R$ 2,5 milhões para R$ 1,5 milhão. "O Estado não tem condições de arcar com um déficit de R$ 5 milhões a cada mês. Dessa forma, a solução que encontramos é enxugar a rede credenciada", afirmou, ontem, o secretário de Administração e Reforma, Maurício Romão, após uma reunião com representantes do Fórum de Servidores de Pernambuco. Para o secretário, cortar o convênio com alguns estabelecimentos é a única forma, provisoriamente, de o Estado continuar oferecendo a assistência de saúde aos servidores. A cada mês, os funcionários têm descontados 10% no contracheque. Dessa quantia, 6,5% vão para o fundo de pensão, 2,5% para a saúde e 1% de taxa administrativa. Com isso, são arrecadados R$ 18 milhões. As despesas do Ipsep, de acordo com Romão, são de R$ 23 milhões, representando um déficit de R$ 5 milhões por mês. Com o corte de convênios, o Governo quer estabelecer uma despesa com os pagamentos aos hospitais de R$ 1,5 milhão. Além desse dinheiro, o Ipsep ainda gasta com despesas de pessoal e manutenção, totalizando R$ 3,6 milhões mensais. Quais estabelecimentos terão o contrato cancelado e de que forma isso será realizado ainda não foi definido. Uma das compensações seria, segundo Romão, a criação de uma parceria com os Hospitais dos Servidores do Estado (HSE) e da Polícia Militar. "A idéia é dividir o atendimento conforme as necessidades. Se o hospital da PM oferecer melhor um tipo de serviço, esse poderá ser estendido aos funcionários públicos e vice-versa", destacou. Os sindicalistas que participaram da reunião reprovaram a medida. A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais (Sindserpe), Beatriz Gomes, disse que a redução dos convênios vai piorar ainda mais o atendimento oferecido aos funcionários. "Se o governo Jarbas não tivesse sido tão precipitado em suas ações, as coisas estariam melhores. Esses débitos são fruto, por exemplo, do fim do atendimento do Ipsep aos municípios, que agora não contribuem mais com o sistema e não negociaram seus débitos", salientou Beatriz. DíVIDAS - Além da insatisfação dos servidores, o Governo pode esbarrar noutro problema: antes do cancelamento dos contratos, os hospitais devem exigir o pagamento das dívidas contraídas pelo Ipsep junto à rede conveniada. O Sindicato dos Hospitais estima que a quantia devida pelo instituto seja de até R$ 100 milhões. O Governo, por sua vez, calcula que os débitos estejam em menos de R$ 15 milhões. O presidente do Sindicato dos Hospitais (Sindihospe), Mardônio Quintas, afirmou que a entidade pode mover uma ação judicial contra o Estado se os contratos forem cancelados antes da quitação da dívida. |
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