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CONTAS PÚBLICAS IV Celpeanos querem estabilidade A campanha salarial dos funcionários da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) pode acabar em dissídio coletivo. Após sete reuniões, mantém-se um impasse, principalmente por questões que envolvem o futuro da empresa pós-privatização. O Sindicato dos Urbanitários decidiu agora buscar a intermediação junto à Justiça do Trabalho. Um dos pontos de maior debate é a solicitação de estabilidade no emprego que vem sendo reivindicada pelo Sindicato dos Urbanitários. A proposta dos funcionários é que a empresa garanta dois anos de estabilidade. Segundo o coordenador das negociações pela empresa, Leudênio Luna, em nenhum caso anterior de privatização esse tipo de concessão foi negociado. Para ele, o Programa de Demissão Voluntária é uma garantia para os funcionários, já que será mantido por até 10 meses após o leilão. Outro ponto diz respeito ao futuro da Fundação Celpos. Segundo o presidente do Sindicato, Edvaldo Gomes, a Celpe tem uma dívida junto à Fundação de R$ 86 milhões. A diretoria do Sindicato quer fechar um acordo para que a estatal assine uma confissão de dívida e que haja a garantia de que, assim que ocorra o leilão, o passivo seja quitado. Luna afirma foi criada uma comissão - com representantes da empresa, da Fundação e do Sindicato - que elaborou um relatório criando mecanismos de prevenção para eventuais efeitos da privatização, do qual não constava essa sugestão. Ontem, representantes dos funcionários e diretores da Celpe estiveram reunidos durante todo o dia. Na pauta da negociação estava o impasse financeiro. O Sindicato quer um aumento de 15%, mas existe um decreto estadual proibindo a concessão de qualquer reajuste até mesmo para as empresas que não dependem do Tesouro. |
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