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Peça Para Um Amor no Recife encerra temporada no Apolo por JANAÍNA LIMA O drama de Bel e Márcio, personagens de Para Um Amor no Recife, chega ao final neste domingo, quando acontece a última apresentação do espetáculo dirigido por Carlos Bartolomeu. O texto de Moisés Neto sobre o relacionamento de um típico casal jovem de classe média, que não sabe como conviver com o fantasma da Aids, estreou com o status de primeiro representante teatral da estética mangue. O movimento musical liderado por Chico Sciense e companhia, que inspirou o autor da peça, entretanto, só aparece pelas brechas. Os figurinos do espetáculo e a trilha sonora seguem esta tendência, mas a história em si nada traz de `mangue'. O diálogo conflituoso dos protagonistas tende muito mais a um Romeu e Julieta dos anos 90, com declarações de amor mascaradas pelo sofrimento. O texto, entretanto, se ganha pela ousadia de discutir temas poucas vezes levados ao palco (garotos de programa, AIDS e drogas) peca pelo excesso, diálogos menos longos, talvez rendessem um melhor resultado. A opção pela não utilização de cenários, ou de apenas um, o calçadão (ilustrado por um simples banco) deixa livre o palco para os três atores que compõem o elenco. |
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