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BENEFÍCIOS Mais saúde para os seus `peixinhos' Muita gente ainda se impressiona com a habilidade que as crianças possuem dentro de uma piscina, principalmente, quando elas têm apenas poucos meses de vida. Apesar de ainda serem constantes os medos e dúvidas dos pais sobre a prática da natação para bebês, os benefícios do esporte no desenvolvimento da garotada acabam comprovando a tese de que, na verdade, toda essa desenvoltura dentro d'água é possível porque o meio líquido já é bastante familiar, representando uma espécie de retorno ao útero materno. A adaptação, geralmente, é muito rápida e agradável, sem traumas. "Nesta fase é importante a presença da mãe ou do pai para passar mais segurança e encorajar o bebê nos exercícios iniciais", explica a professora de educação física Eciane Chabloz, que há 11 anos dá aulas para crianças de todas as idades. Neste caso, quanto mais cedo iniciar a natação, melhor. "Durante os primeiros meses de nascido, o bebê ainda não absorveu os medos dos pais e está mais propenso para aprender e gostar da atividade", complementa Eciane, que também é psicóloga. Quando a estudante Roberta Oliveira, 18 anos, resolveu colocar sua filha Maria Eduarda de apenas quatro meses na natação escutou muita gente dizendo que a menina era muito novinha, que isso ia fazer mal e que ela ia ficar gripada. Mesmo assim, Roberta não voltou atrás da decisão, principalmente, quando o pediatra falou que o esporte era aconselhável, inclusive aos bebês. Com a ajuda da sua mãe Raissa Monteiro, 24, que participa de todas as aulas, ele já controla a respiração e busca objetos no fundo da piscina. Raissa diz que Gabriel nunca ficou doente, apresentando uma resistência maior do que as outras crianças, além de adorar o esporte, abrindo sempre um largo sorriso quando chega na academia. INTEGRAÇÃO - . Elas começam numa piscina pequena para facilitar a familiarização com o ambiente e a temperatura, passando depois para uma piscina maior, onde os profissionais desenvolvem um trabalho lúdico, com o auxílio de brinquedos. O ato de nadar permite explorar o prazer de movimentar o corpo com divertimento, já que o bebê está sempre em contato com os pais, acompanhantes, professores e coleguinhas. "O momento da aula pode ser bastante aproveitado quando os pais participam porque estimula a integração pais-filhos e a sociabilização dos alunos", indica Eciane. É essa integração, um dos fatores que faz com que os bebês se tornem mais dinâmicos, facilitando a convivência com outras pessoas. Ana Claúdia Petruccelli, 35, colocou seus dois filhos na natação quando eles tinham seis meses e hoje observa que o esporte os deixou mais independentes e seguros. "Eles não choram por besteira, não estranham as pessoas e mesmo sendo novinhos já demonstram saber o que querem e o que gostam", diz. Clara, 1, já mergulha e segura na barra da piscina, enquanto que Pedro, 2, consegue atravessá-la de um lado a outro pelas laterais. Assim como eles, o pequeno Éric Gottschalk, 2, são considerados alunos experientes e fazem aulas sozinhos com os professores, além de participar de campeonatos demonstrativos e mostrar bastante intimidade com a água. A professora Eciane chama atenção, no entanto, às diferenças de desempenho de cada criança e da necessidade de respeitar a maturação individual que ela apresenta. "Nem os pais, nem os professores devem forçar um exercício quando perceberem que o bebê não está disposto a fazê-lo. O melhor é passar para outro movimento e até mesmo não fazer aula, se for o caso", aconselha. Outra dica para as aulas é procurar despistar qualquer indicativa de medo na criança. O segredo, no caso do bebê engolir água, por exemplo, é brincar com a situação, estimular o aluno com elogios e desviar totalmente a sua atenção para outro ponto, evitando, desta forma, que ele fique com receio de repetir os exercício. CUIDADOS - Caracterizada como o esporte mais completo que existe, a natação é praticada por milhões de pessoas em todo o mundo, propiciando uma vida saudável, bom condicionamento físico e amenizando problemas como asma, bronquite e renites. A atividade também é a única indicada para qualquer idade, mas para os bebês é necessário manter alguns cuidados e precauções. O pediatra José Henrique Moura recomenda o início das atividades aquáticas aos quatro meses, mas a criança deve estar com as vacinas em dia e com o acompanhamento médico regular. "O importante também é observar durante as aulas o comportamento do bebê, se ele apresenta alguma sensibilidade e irritabilidade nos olhos por causa do cloro ou algum problema de ouvido", ressalta. Neste caso, segundo ele, é necessário suspender as atividades e procurar um médico para avaliar a situação. A modalidade beneficia os pequenos que possuem problemas respiratórios, neuro-motores, musculares, cardiovasculares e de coluna e auxilia no crescimento ósseo, desenvolvimento motor, intelectual e psicológico. Em certos casos, a natação é bastante indicada para auxiliar no desenvolvimento de crianças pré-maturas e hiperativas, assim como aquelas que apresentam problemas de bronquites e asma, desde que não estejam em crise. "A natação é indicada porque desenvolve a musculatura do tórax, que é bastante utilizado durante os períodos de crise". O otorrinolaringologista Albérico Falcão diz que não existe nenhuma contra-indicação para o esporte nesta fase, mas sugere uma visita prévia ao médico para constatar a saúde e disposição da criança para a atividade. "Dizer que a natação provoca otites é um erro. A natação pode até provocar a doença, mas nesse caso, é porque a criança já apresenta algum problema no aparelho auditivo", desmistifica. |
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