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GUERRA SANTA Irlanda aceita discutir sobre desarmamento BELFAST - O Exército Republicano Irlandês (IRA) aceitou ontem designar um representante para debater o desarmamento junto a uma comissão internacional. A decisão do grupo católico radical - apontada como fundamental para consolidar a paz na Irlanda do Norte - atende a uma exigência do Partido Unionista do Ulster (UUT), protestante, maior agremiação política do território, para a formação de um governo autônomo, com a participação do Sinn Fein, braço político do IRA. Em documento oficial divulgado em Belfast, a organização católica afirma: "O IRA está comprometido de maneira inequívoca com a busca da liberdade, da justiça e da paz no Ulster. Entende que o Acordo da Sexta-Feira Santa (10 de abril de 1998, entre protestantes e católicos) é um significativo progresso e acredita que sua aplicação contribuirá para a conquista de uma paz duradoura. Apóia a linha seguida pelo Sinn Fein. Deseja melhorar o processo de paz e, portanto, quando as instituições criadas pelo acordo começarem a funcionar, a direção nomeará representante para debater o desarmamento com o general John de Chastelain e com a comissão internacional independente." Isto é, o IRA compromete-se a participar da conferência de desarmamento (que reunirá também grupos paramilitares protestantes) depois que membros do Sinn Fein assumirem pelo menos dois ministérios no futuro governo. A declaração é assinada por P. O'Neil, nome usado pelo grupo para assinar declarações importantes. Gerry Adams, líder do Sinn Fein, afirmou que o IRA demonstrou coragem e disciplina, "apesar das dificuldades que caracterizam o processo e do fracasso da aplicação dos termos do acordo." |
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