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ACIDENTE Tragédia da EgyptAir dá início a confronto entre EUA e Egito WASHINGTON - As investigações da tragédia do vôo 990 da EgyptAir, que caiu em 31 de outubro depois de decolar de Nova York, já permitem antever um confronto entre Egito e os EUA sobre as causas do desastre. Das investigações americanas surgem indícios de um possível suicídio do co-piloto, Gameel el-Batouty, um homem perto da aposentadoria, com uma filha gravemente enferma e grandes faturas a pagar em um hospital americano. No Cairo, a hipótese de que Batouty sacrificou sua vida junto com as das outras 216 pessoas a bordo tem sido negada com veemência pela família, o governo e a companhia aérea. Há grandes interesses em jogo. Se for provado que o piloto deixou deliberadamente o avião cair no mar, a companhia aérea e, talvez, seus herdeiros deveriam pagar milhões de dólares em indenização. Por outro lado, se foi um defeito mecânico, a conta dos danos seria entregue à fábrica, a americana Boeing. Batouty, de 59 anos, não devia estar no comando do avião quando houve a queda. Só na metade da viagem é que ele deveria ter substituído o segundo piloto, Adel Anwar. Mas segundo fontes da investigação, indicações sincronizadas das duas caixas-pretas não deixam dúvidas. Segundo um dos investigadores, a voz da Batouty foi gravada enquanto dizia que queria pilotar o avião. "O comandante, Ahmed Habashi, o permitiu". Pouco depois, Habashi saiu e Batouty ficou sozinho na cabine de comando. Na fita, sempre segundo fontes americanas, ficaram gravadas suas últimas palavras: "Agora decidi". Uma pausa, e logo a exortação dos moribundos na religião islâmica: "Confio minha alma a Deus"." SUICIDAS - No passado, a hipótese de suicídio do piloto só foi apresentada duas vezes. Uma na queda de um avião da SilkAir que voava de Jacarta para Cingapura em 19 de novembro de 1997. O Boeing 737 terminou num pântano da Indonésia, provocando a morte das 104 pessoas a bordo. O segundo caso ocorreu em 21 de agosto de 1994, com um avião da Royal Air Maroc que voava de Agadir para Casablanca. O governo marroquino anunciou, num comunicado, que as gravações indicavam que a queda foi provocada pela decisão do piloto de se suicida. |
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