![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
PREÇO Clio aposta em segurança para ganhar espaço entre populares por PEDRO IVO BERNARDES FLORIANÓPOLIS - Segurança é o principal apelo da Renault para vender o novo Clio, que será lançado oficialmente no próximo dia 19, nas versões 1.0 e 1.6. Com o veículo, a Renault aposta pesado no segmento mais forte do mercado automobilístico brasileiro, o de carros populares, que é responsável por 60% das vendas registradas no País. Na versão 1.0, o novo Clio, é o único do segmento a apresentar itens de série como air bag duplo, barra lateral de segurança e deformação programada - para aliviar a violência de um impacto frontal. Outros itens de série acrescentados ao veículo são o ar quente, cinto de segurança com limitador de esforço e paralamas em plástico. Outro atrativo é o preço. A versão básica, RL 1.0, chegará ao mercado pernambucano por R$ 14,9 mil - sem frete. Com o valor sugerido, o veículo promete seduzir clientes das outra montadoras, como a Volkswagen, Fiat, Ford e Chevrolet, cujos modelos 1.0 estão chegando ao mercado por preços que variam entre R$ 15 mil e R$ 18 mil. Os opcionais oferecidos para o modelo são o ar condicionado, que custa R$ 1,8 mil e a pintura metálica, que agrega mais R$ 490 ao preço do veículo. O top de linha, o RT 1.6, tem um preço de venda sugerido de R$ 25,3 mil. A expectativa é de que as vendas do Clio elevem as vendas da montadora francesa, consolidando-a como a quinta marca do mercado brasileiro. A empresa estima que as vendas da Renault no Brasil devem saltar das 35 mil unidades de 99 para a casa dos 80 mil no próximo ano. Deste total, espera-se que o Clio seja responsável por 40% das vendas, ou seja, 32 mil unidades. Segundo o vice-presidente da marca no Brasil, Allan Margaritopol, para o próximo ano estão sendo estudados novos projetos, como a versão sedan do Clio (que já circula na Turquia), de motorização 1.0 com 16 válvulas, câmbio semi-automático e a direção hidráulica, que já deve estar sendo oferecida no próximo ano. TESTE DRIVE - Nas ruas da capital catarinense, o novo Clio demonstrou ser um carro confiável, de grande estabilidade e boa dirigibilidade. Apesar de ainda não oferecer a direção hidráulica, o volante desenvolvido pela montadora francesa não exige muito esforço em manobras. O "pequeno grande carro brasileiro", como tem sido tratado pela Renault, apesar de figurar na categoria de pequeno porte, tem amplo espaço interno - pelo menos para os ocupantes dos bancos da frente. No banco de trás, o espaço é um pouco mais reduzido, devendo oferecer um certo inconveniente aos passageiros que estejam acima da média de altura dos brasileiros. O design é moderno, mas sem grandes inovações. Se você estiver pensando se tratar de uma reestilização do Clio importado que circula nas ruas brasileiras, pode esquecer. O novo Clio em nada lembra o antigo modelo. Na cidade, o 1.0 demonstrou boa adaptação a realidade urbana, onde o motor é menos exigido. O posicionamento dos cintos de segurança e o apoio para cabeça nos bancos dianteiros e traseiros, aumentam a sensação de conforto do veículo. É possível que motoristas e ocupantes esqueçam estar utilizando o cinto, pois ele fica no ombro e não no pescoço, como em outros veículos. A dupla curvatura do vidro traseiro garante uma boa visibilidade externa. Na estrada, o Clio 1.0 também apresentou um bom desempenho. A estabilidade do veículo proporciona segurança e confiabilidade nas retas e curvas de alta velocidade. O ponto fraco do popular francês é o mesmo apresentado em todos da categoria, a pouca força do motor, mas em compensação, tem baixo consumo. O carro atinge 13,3 quilômetros com um litro de combustível na cidade e 18,5 quilômetros na estrada. |
|