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SUBSTITUIÇÃO Brigadeiro Baptista é o novo comandante da Aeronáutica BRASÍLIA - O novo comandante da Aeronáutica, que assume em substituição a Walter Werner Brauer, demitido anteontem, é o brigadeiro Carlos Almeida Baptista. Ao desembarcar em Brasília, ontem, Baptista disse não acreditar em uma rebelião dos brigadeiros que integram o Alto Comando da Força Aérea por causa da demissão de Brauer. "Não acredito, pois os militares são muito disciplinados", afirmou o novo comandante da Aeronáutica, após tomar conhecimento de que quatro brigadeiros ameaçaram passar para a reserva em protesto contra sua indicação. Baptista é presidente do Superior Tribunal Militar (STM) e estava no Rio de Janeiro para o recesso de final de ano. Ontem pela manhã ele recebeu o ministro da Defesa, Élcio Álvares, e depois os dois foram ao Palácio da Alvorada para uma conversa com o presidente Fernando Henrique, quando seu nome foi confirmado. Baptista preferiu não polemizar com o brigadeiro Brauer, que foi demitido do cargo por criticar a assessora do Ministério da Defesa, Solange Antunes, e posicionar-se contra a aposentadoria do Boeing presidencial, o `sucatão'. "Hierarquia e disciplina são coisas básicas e indispensáveis de serem mantidas nas Forças Armadas", prosseguiu o brigadeiro, que afirmou não ter conhecimento das declarações de Brauer. "Não sei o que está se passando direito". Ele acredita que foi chamado para o cargo por ser o oficial mais antigo da Força. "Estou em uma missão muito importante no STM, mas também estou pronto para ajudar no que for preciso, principalmente em função da minha antiguidade", afirmou, acrescentando que "esta é uma missão que todo aviador fica dignificado de poder desempenhar". Como presidente do STM, o brigadeiro teria mais um ano no cargo. Depois, voltaria para uma cadeira de ministro por mais um ano. Ele só deixaria o Tribunal Militar em dois anos. "Carlos Baptista evitou comentar questões polêmicas para a Força Aérea, como o fim do Departamento de Aviação Civil (DAC), com transferência de atribuições para Agência Nacional de Aviação Civil - a ser criada -, principal foco de resistência dos militares da FAB. "Estou muito voltado para a Justiça Militar e envolvido com a discussão sobre a reforma do Judiciário", observou o brigadeiro, que não concorda com questionamentos sobre a importância da Justiça Militar. Sobre os salários dos militares, o novo comandante concorda que eles estão defasados. "O militar está no limite", desabafou. |
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