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JUSTIÇA III Rodízio de jurados não reduz medo Nem mesmo o rodízio entre as 21 pessoas que compõem a lista de jurados afasta o medo dos populares que enfrentam a espinhosa tarefa de votar a favor ou contra os assassinos que sentam no banco dos réus da Comarca de Cabrobó. Na última quarta-feira, quando era julgado Francisco Araquan, acusado de matar em março de 1997 o vereador Lourival Russo, a Polícia Federal surpreendeu um homem no meio da audiência, anotando os nomes dos sete jurados sorteados. O fato foi interpretado pela polícia como mais uma forma de pressionar o júri que acabou absolvendo o réu por seis votos a um. Para o radialista José Ferreira Feitosa, jurado nos últimos três julgamentos ocorridos na cidade, a situação é constrangedora para qualquer pessoa. Ferreira disse que antes de fazer parte do corpo de jurados já chegou a criticar a sociedade local pelos veredictos favoráveis, mas ao passar para o outro lado mudou de opinião. Eu critiquei os colegas dizendo que era um absurdo deixar que gente perigosa voltasse às ruas depois de cometer crimes bárbaros, mas agora, que estou ao lado deles, compreendo muito bem a situação. É uma pressão esmagadora que a gente sofre e vou alegar falta de condições psicológicas para continuar compondo o júri. Não dá mais, desabafou o radialista. DISTÂNCIA José Ferreira Feitosa defende que os julgamentos deviam ser realizados em outras cidades para que a proximidade não encorajasse os bandidos a pressionarem vizinhos e conhecidos para soltar seus comparsas. Só assim poderia ser feita Justiça realmente, finalizou. |
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