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JUSTIÇA IV Sentenciados por tráfico lotam cadeia de Cabrobó Se, por um lado, os envolvidos em brigas de família são beneficiados pela instabilidade de um júri popular, os acusados de tráfico de drogas, sentenciados pelo juiz da cidade, lotam a cadeia pública de Cabrobó. Em cada uma das cinco celas masculinas, com capacidade para quatro pessoas, 14 homens se espremem. Na cela feminina, quatro mulheres, todas presas por tráfico, aguardam julgamento. O agricultor Valdir de Novaes Amando, Didi de Orocó, preso um dia antes do início da Operação Mandacaru pela Polícia Federal, é o detento mais conhecido da cadeia pública de Cabrobó. No processo que resultou em sua condenação, Didi é classificado como um dos maiores plantadores de maconha da região, com roças que perfaziam um total de 267 mil pés da erva. Condenado em 1987, Didi deixou Orocó como pré-candidato a prefeito nas próximas eleições e hoje divide a cela com outros 13 presos. Sou acusado por uma coisa que não devo. Nunca me pegaram com nada e empurraram essas terras pra mim dizendo que eu plantava maconha. Sou cidadão de bem, de respeito e acabei sendo jogado numa cela que não tem água, o esgoto está entupido e sem direito nem a receber a visita da minha esposa, reclamou Didi. A situação não é diferente nas demais celas. Para dormir, os presos penduram redes e revezam os espaços que sobram. As condições de higiene são precárias e apenas quatro policiais militares fazem a segurança do local. O juiz Aílton Alfredo de Souza revelou que pretende fazer uma triagem e recambiar os detentos já sentenciados para outras unidades carcerárias do Estado. |
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