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NATAL II
Dois santos católicos são exemplo de fraternidade

Referenciais não faltam no Brasil e em outros países quando se pensa em caridade. No mundo, além do próprio Cristo que ensinava a multiplicar pães e peixes para dividir com os pobres, dois religiosos entraram para a história. Um deles é São Francisco de Assis – o italiano Giovanni Francesco Bernardone. Nascido em 1182, ele renunciou à riqueza herdada dos pais e fez voto de pobreza para o resto da vida. O outro é São Vicente de Paulo. O padre francês, filho de um casal de camponeses, que dedicou parte de seu sacerdócio aos pobres e foi declarado patrono de todas as associações de caridade da Igreja Católica.

Francisco de Assis, talvez o santo mais popular da Igreja, entrou para a vida religiosa por volta dos 20 anos de idade. Desprezava a riqueza e distribuía todos os bens com os pobres. É o fundador da Ordem Franciscana, cujas diretrizes são humildade, pobreza e caridade. O pobrezinho de Assis pregava não apenas o amor aos pobres, mas à humanidade e à natureza. Era considerado irmão do sol, da água, das estrelas e dos animais. Morreu antes dos 50 anos e foi canonizado em 1228.

Vicente de Paulo, que junto com Luíza de Marillac criou a congregação das Irmãs de Caridade, viveu entre os séculos 16 e 17. Organizou missões que tinham o objetivo de alimentar os pobres, tratar os doentes e pregar o evangelho.

No Brasil os exemplos são muitos, começando por Dom Helder Câmara (o irmão dos pobres). Há também Irmã Dulce, com trabalho desenvolvido em Salvador, e o sociólogo Herbert de Souza (Betinho), que mobilizou o país inteiro na Campanha Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida. Todos já falecidos.

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Jornal do Commercio
Recife - 19.12.99
Domingo