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HISTÓRIA II Atlas enfoca a iluminação da cidade As diversas formas de iluminação artificial da cidade estão sendo estudadas pelo arquiteto José Luiz Mota Menezes, que há três anos trabalha na elaboração do Atlas Arqueológico do Recife. As informações relativas à iluminação compõem o módulo quatro do documento, que visa fornecer subsídios para uma arqueologia no meio urbano. Segundo o
arquiteto, nenhuma pesquisa de maior porte foi realizada
a esse respeito e quase nada se conhece sobre os
primeiros dias de uso das redes de distribuição de
energia no Recife. Além disso, os mapas existentes são
incompletos. As redes de iluminação artificial da
cidade começaram a ser instaladas na segunda metade do século
19. Inicialmente, as ruas eram iluminadas por lampiões
de azeite e depois, de gás. Para compor o módulo quatro do atlas, o pesquisador pretende obter o máximo de informações sobre os sistemas anteriores e depois enveredar pela eletricidade. A importância do trabalho está no mapeamento e na descrição das redes de fornecimento de energia pública na cidade do Recife a distribuição nas ruas e nos demais lugares por onde passou. A pré-determinação de lugares que poderão ser alvo de maiores atenções na cidade tem grande utilidade para a arqueologia de reconhecimento. O mapeamento dos prováveis lugares desses artefatos no subsolo permitirá que, no futuro, ao se abrir uma vala na rua ou se proceder à escavação de um edifício, já se saiba o que tais achados representariam para a história da cidade, sublinha. MÓDULOS O Atlas Arqueológico é formado por sete módulos independentes, porém interligados: edifícios desaparecidos, sistema de abastecimento de água, esgotamento sanitário, fornecimento de energia elétrica, rede de águas pluviais, sistema de gás encanado e presença holandesa no Recife. Cerca de 70% do documento está pronto, sem nenhuma ajuda governamental. |
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