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MEMÓRIA
O centenário humilde de Rego Monteiro

Pintor, poeta, editor, automobilista, jornalista, fabricante de aguardente, dançarino. Estes sete instrumentos juntos servem para compor um retrato de Vicente do Rego Monteiro que, vivo, faria cem anos, no próximo dia 19.

O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães realiza uma exposição dos 11 quadros do artista do seu acervo e o Arquivo Público Estadual faz uma mostra documental das suas atividades como escritor, jornalista e tipógrafo.

O poeta João Cabral de Melo Neto, lançado por Monteiro, através da revista Renovação, na década de 40, foi quem melhor o definiu, num poema intitulado com o seu nome, incluído no livro "O Engenheiro": "Quando a mim/ alguém pergunta/ tua profissão/ não digo nunca/ que és pintor/ ou professor/ (palavras pobres/ que nada dizem de tais surpresas);/ respondo sempre:/ - É inventor,/ trabalha ao ar livre/ de régua em punho,/ janela aberta/ sobre a manhã."

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Jornal do Commercio
Recife - 0
6.12.99
Segunda-feira