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COMPRAS
Produtos do ano 2000 alavancam as vendas

por Ana Luiza Aguiar e Joaquim Prado

Depois de um ano de crise, o recifense vai gastar mais para comemorar com gosto a virada de todos os dígitos da folhinha para o ano 2000 – afinal, para os puristas, o novo milênio só começa em 2001. Bom para o comércio, que está vendendo mais roupas, alimentos e bebidas.

A enfermeira Simone Barros faz parte dos milhares de recifenses que querem romper o Ano Novo de acordo com a etiqueta. “Vou comemorar toda de branco, na praia”, disse, enquanto procurava sua roupa de réveillon no Outlet Boa Viagem.

A gerente de Marketing do Shopping Center Recife, Lúcia Medeiros, está apostando que o balanço de dezembro do centro de compras apontará um incremento de vendas de cerca de 25% em relação a 1998. “Até agora, as vendas estão acima da expectativa e estão esperando que essa última semana seja ainda mais promissora”, disse.O Shopping Tacaruna também aposta no crescimento das vendas em relação ao final do ano passado.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Eduardo Cartão, divide o mesmo entusiasmo, mas faz uma previsão mais enxuta. “Acredito que teremos um aumento de vendas de 12% ou 13% em relação ao ano passado”, afirmou.

“A excitação do ano 2000 vai dar uma ajuda extra e o Ano Novo será excelente para o comércio”, explicam estudos da C Consultoria, especializada na área de varejo. Segundo dados levantados pela empresa, a perspectiva é de aumento de 50% nas vendas, principalmente nos setores de vestuário, alimentação e bebidas, em relação a 1998.

A coisa vai tão bem, que alguns comerciantes poderão ser pegos, literalmente, ‘com as calças na mão’. “Nós estamos avisando aos nossos clientes que se preparem para vendas aquecidas”, disse. “Algumas lojas, mesmo agora, já estão enfrentando dificuldades para manter seus estoques”.

ELETRODOMÉSTICOS - A proximidade do Ano Novo e do Natal não ajudou as vendas de bens de consumo duráveis, como eletrodomésticos e automóveis. A procura deve ser maior para aqueles setores diretamente ligados aos festejos de Natal e à passagem do réveillon. Os supermercados, por exemplo, têm motivos para festejar.

O primeiro motivo para o crescimento é o pagamento do 13º salário dos servidores pelo Governo do Estado, que vai injetar mais de R$ 100 milhões na economia. O atraso de 98 esfriou as vendas. Outra razão é que a chegada do ano 2000 anima as pessoas para festejar a esperança de dias melhores.

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Jornal do Commercio
Recife - 19.12.99
Domingo