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VENDAS DE FIM DE ANO Importadoras apostam em alimentos por Inês Andrade Uvas passas, ameixas, frutas secas, bacalhau, nozes. Os produtos que enriquecem a mesa dos brasileiros nas festas natalinas e de final de ano, mas que não são produzidos em larga escala no País, são trunfos importantes para importadoras e distribuidoras. É o caso da Intercon Alimentos Importados, empresa pernambucana responsável pela distribuição de especiarias. Nesse período do ano, a Intercon está ampliando em 66% sua importações. A expectativa é de ampliar também o faturamento em 30%, só com passas e ameixas. Com isso, a receita da empresa deverá chegar a R$ 1,5 milhão, só em dezembro. Para trazer as passas e ameixas de fora, a Intercon gastou US$ 200 mil, nesse mês. Foram compradas mais de 100 mil quilos de cada um dos produtos, além de 25 mil quilos de bacalhau da Noruega. As vendas crescem na proporção do faturamento e os principais produtos responsáveis por esses números são bacalhau, frutas secas e azeitona, afirmou o empresário Eduardo Vieira. A comemoração da virada do milênio foi um impulso importante, já que no Natal do ano passado, a Intercon aumentou a importação de produtos natalinos em 40%. E o crescimento do faturamento ficou entre 15% e 20%. Em 2000, a Intercon espera faturar R$ 20 milhões. A empresa funciona no bairro da Mustardinha, numa área de dois mil metros quadrados de galpão e 500 metros quadrados de escritório. A Intercon existe há quatro anos e é especializada em especiarias como camomila, louro, boldo, orégano, canela, alpiste, dentre outros.Segundo Vieira, o cominho, a flor de camomila, a ameixa seca, a uva passa e o bacalhau são 100% importados. A Intercon responde por 50% do mercado de especiarias do Nordeste, atende a atacadistas de todos os Estados da região e movimenta cerca de 500 mil quilos de alimentos por mês. Cerca de 40% das suas vendas estão concentradas em Pernambuco e outras 30% em Estados como o Ceará e a Paraíba. Boa porta das suas importações é feita através do Porto de Suape. Mas os produtos que chegam na Bahia e no Ceará , vêm pelos seus respectivos portos. FESTA A comerciante Ana Paula Goes opera uma empresa de recepções e vê no otimismo reinante a receita da festa. Sua empresa vende kits para quem quiser organizar a própria festa. A R$ 25 por cabeça, leva-se para casa guloseimas como peru, salada de bacalhau, pães e tábuas de frios. Em relação ao ano passado, as encomendas aumentaram 20%. Nas lojas Tutti Barretti, a expectativa de aumento de vendas é de 10%, em relação ao ano passado. O ano 2000 não deixa de ter um efeito, mas a perspectiva econômica de um bom primeiro trimestre é mais importante, analisa o proprietário da griffe, que tem sete lojas no Recife, Ricardo Soares. |
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