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O NEGÓCIO DA SAÚDE III
Terceirização amplia qualidade dos serviços médicos

A profissionalização do meio hospitalar está fazendo com que a busca pela qualidade seja prioridade de cada hospital e clínica. E o caminho encontrado, até agora, é o de tercerizar todos os serviços considerados secundários e se preocupar apenas com o bem-estar do paciente. O resultado é que a cidade está fervilhando com pequenas empresas que prestam diversos serviços. E é exatamente o setor de serviços que mais gera empregos indiretos hoje no Estado.

A transportadora Motoboy Serviços de Entrega é uma das empresa que estão se aproveitando dessa premissa e está se especializando em servir o pólo médico. Criada há dois anos pelo ex-contínuo Edivaldo Silva, a empresa conta hoje com 14 funcionários que passam quase todo o expediente entregando medicamentos e exames. “Quando consegui comprar minha moto, deixei de trabalhar para os outros e passei a fazer entregas por minha conta. Hoje tenho oito motos”, afirmou Silva. A Motoboy emprega, hoje, 10 funcionários fixos e outros quatro prestadores de serviço. Silva afirma que além de entregas de medicamentos, a firma trabalha para bancos e planos de saúde. “Mas o nosso forte é a área hospitalar”, completou.

A Hospitalav, da empresária Érica Rocha, é uma lavanderia especializada em esterilizar lençóis e toalhas para hospitais e clínicas. Hoje emprega 17 funcionários entre recepcionistas, lavadeiras e motoristas. “Além de lavarmos as roupas, fazemos entregas. Como as roupas limpas não podem ficar juntas das usadas, as entregas são feitas em carros separados. Atualmente temos quatro veículos”, explica Érica. A Hospitalav é parceira da Interim e presta serviços para pacientes em internamento residencial.

ALUGUEL - Outro ramo de serviços que está crescendo na sombra do pólo é o de aluguel de equipamentos hospitalares. Não que os hospitais estejam alugando esses equipamentos, mas o pólo está propiciando o surgimento de várias empresas de internação residencial, que buscam esse serviço. A Hospitalar é pioneira nesse ramo, existe há 17 anos e fornece camas, cadeiras de rodas em muletas. “Apesar de não fornecermos serviços diretamente aos hospitais e clínicas, depois da consolidação do pólo médico também registramos um crescimento na demanda”, afirma Evalda Cavalcanti, funcionária da empresa.

Uma das concorrentes direta da Hospitalar, a Local Locação de Material Hospitalar e de Auxílio, foi criada há um ano e três meses. O proprietário Henrique Cunha afirma que não tem percebido um crescimento na demanda neste período. “A procura não tem aumentado, mas também não tem diminuído, o que é um bom sinal uma vez que trabalhamos com uma clientela variada”, disse Cunha.

A produção de materiais descartáveis é outra área que está sendo alavancada pelo pólo. Duas fábricas estão em fase de instalação em Suape e pretendem abastecer o Recife com seringas e agulhas descartáveis. A Medjet deverá ser inaugurada no ano que vem e vai gerar mais de 50 empregos.

Outra empresa que também trabalha com descartáveis é a P.R produtos descartáveis Ltda. Só que essa empresa produz e distribui embalagens para a coleta de exames e luvas.(A.L.A.)

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Jornal do Commercio
Recife - 19.12.99
Domingo