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INDÚSTRIA Timbaúba tem retomada do pólo calçadista por DANIEL OLIVEIRA TIMBAÚBA O setor calçadista deste município, que durante as décadas de 70 e 80 foi considerado o maior do Estado, vem apresentando sinais de recuperação, depois de 10 anos de decadência. Isso está sendo viabilizado com a instalação de uma moderna fábrica, que unificou o trabalho de 34 brecholeiros em uma cooperativa, e os contratos de terceirização firmados entre as fábricas e associações locais com grandes indústrias do Sul. Timbaúba, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), chegou a ter na década de 80, 36 fábricas de sapato registradas. Entre elas 12 de grande porte, que juntamente com as menores, geravam 2,5 mil empregos diretos e uma produção que superava a casa dos 50 mil pares de caçados por dia. A fabricação de artigos de couro em Timbaúba tem seu primeiro registro na década de 20, através de artesãos que confeccionavam celas e arreios. Esses produtos eram comercializados numa feira de gado semanal que havia no município e atraia criadores de toda a região. A historiadora Virgínia Lúcia Moura, que está escrevendo um livro sobre a história dos calçados em Timbaúba, explica que a confecção de calçados surgiu no município, como um sub-produto dos arreios. Era das sobras de couro que os artesãos faziam as sandálias de tiras, ou alpercatas. A primeira fábrica de calçados de Timbaúba foi montada em 1937 pelo empresário Edson Borges da Silva, que encerrou as atividades sete anos depois, sem deixar registros sobre o motivo de sua falência. Até hoje, ele é considerado pelos sapateiros como o promotor da fundação dos brechós de Timbaúba. |
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