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EMPREGO E RENDA
Proger qualifica trabalhadores no Recife

por ÂNGELA FERNANDA BELFORT

Nessa época de desemprego crescente, o Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger) da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) treinou 4.940 pessoas, de comunidades carentes, para exercer as mais variadas funções como garçom, confeiteiro, pasteleiro etc. “Os cursos são voltados para a geração de renda auto-sustentável, que não depende do emprego formal, mas da habilidade que as pessoas adquirem”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Oliveira. Os cursos foram ministrados de janeiro a dezembro de 99.

O objetivo dos cursos é fazer com que as pessoas desenvolvam habilidades que viabilizem gerar sua própria renda como autônomos nas mais diversas áreas. O treinamento, geralmente, é feito em uma semana, em locais como igrejas, associações de moradores ou clube de mães. A maioria das pessoas que fizeram os cursos está desempregada ou exerce atividades no mercado informal.

Os cursos são feitos em parceria com várias empresas como as Tintas Coral, Reasa, Sael e São Mateus. A iniciativa privada entrou com a tecnologia, material de treinamento e instrutores. A PCR fica com a parte administrativa do cursos, que inclui a seleção dos candidatos, a escolha de um local adequado para as aulas, a elaboração dos certificados e a compra dos kits básicos, com os quais os alunos podem começar a exercer a profissão.

A secretaria distribuiu 2 mil kits com os alunos. “Todos aqueles que fizeram o treinamento vão receber esse material”, falou Oliveira. O Kit contém objetos básicos que podem ser usados por garçons, pintores de paredes, pasteleiros, confeiteiros etc. Todos os kits ainda não foram entregues, porque o processo de compras no serviço público é demorado.

A secretaria também faz o encaminhamento daqueles que fizeram o treinamento para a Bolsa de Serviços, um cadastro profissional que encaminha pessoas desempregadas para empresas da iniciativa privada.

Tudo que foi realizado dentro do Programa teve um custo de aproximadamente R$ 100 mil, que foi bancado pela PCR. “Esse valor é simbólico por causa das parcerias que realizamos ”.

PROFISSIONALIZAÇÃO – O garçom José Evandro da Silva, 33 anos, fez o curso de garçom do Programa. “Depois disso, ficou mais fácil trabalhar em alguns setores, porque posso provar que tenho uma profissão”, disse ele, que continua desempregado mais conseguiu aumentar a renda da sua família com os ‘bicos’ que passaram a aparecer com mais freqüência.

A intenção de Evandro é fazer outros cursos de qualificação, como o de pasteleiro, maître e montagem de eventos.“Com o conhecimento teórico, a gente abre mais uma brecha para o mercado de trabalho que está mais exigente”, afirmou o garçom, acrescentando que a “cada curso que a pessoa conclui é como se passasse a ter mais uma profissão”.

A estudante Cristiana Santana da Silva fez o curso de confeitaria do Programa, na tentativa de arranjar um emprego. Até hoje, ela continua desempregada.“Foi bom fazer o treinamento, porque estou preparada, caso apareça uma oportunidade”, falou ela, que pensa em abrir o seu próprio negócio, mas ainda não conseguiu por falta de condições financeiras.

SERVIÇO

Mais informações sobre os cursos podem ser obtidas na Bolsa de Serviços, na PCR ou no Centro de Apoio ao Pequeno Produtor, na Avenida Norte, 5600, Casa Amarela.

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Jornal do Commercio
Recife - 19.12.99
Domingo