DECISÃO
Um Galo afoito vai para
cima do TimãoSÃO PAULO
- Motivação, paciência e Guilherme: estas são as
armas que o Atlético/MG vai levar ao Estádio do
Morumbi, hoje, na segunda partida decisiva contra o
Corinthians. Uma vitória garante ao time mineiro o
título do Campeonato Brasileiro de 1999. O clube venceu
a primeira edição da competição, em 1971, exatamente
no dia 19 de dezembro, também fora de casa (Maracanã)
contra um adversário Alvinegro (Botafogo). Humberto
Ramos, atual técnico, estava naquele time e o artilheiro
do campeonato foi o centroavante do Galo (Dario).
Diante de tantas coincidências, o
Atlético/MG também se reforça com uma boa dose de
superstição.
A estratégia para surpreender o
Corinthians já está definida. O Atlético/MG vai fechar
os espaços no meio-de-campo para tentar bloquear as
saídas de bola da equipe paulista. Com a posse de bola,
os laterais Bruno e Ronildo avançam alternadamente para
tentar supreender Índio e Kléber. Guilherme vai tentar
escapar da marcação atraindo os zagueiroas corintianos
para fora da área. A idéia é suportar a pressão
inicial do Corinthians e tentar jogar no erro do
adversário. Com seus jogadores no limite da capacidade
física, o Atlético/MG vai tentar definir a conquista do
título com uma vitória já nesta partida.
"O caminho mais curto para sermos
campeões é vencer o Corinthians já neste primeiro
confronto no Morumbi", afirma o técnico Humberto
Ramos.
APOIO DA TORCIDA - O
Co"rinthians conta com o apoio da torcida e a
condição de time com melhor campanha da competição
para impedir o Atlético Mineiro de sagrar-se Campeão
Brasileiro. A equipe paulista foi derrotada por 3x2 na
primeira partida da decisão, no Mineirão, e agora
precisa da vitória ou de um empate para provocar a
realização de um terceiro jogo, quarta-feira, novamente
no estádio do São Paulo.
"Se depender do apoio de seus
torcedores, o Corinthians não terá dificuldade de
cumprir a missão e reverter a desvantagem - agora é o
Atlético quem joga por dois empates. Desde quarta-feira,
os corintianos lotaram os postos de vendas de ingressos.
A demanda foi tamanha que ocorreram tumultos no Pacaembu
e no Parque São Jorge, com filas de longas horas de
espera.
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