LG_jc.gif (3670 bytes)

TELECOMUNICAÇÃO
Governo discute implantação da banda C

por BENIRA MAIA
benira@jc.com.br

Nem Iridium, nem banda A, tampouco B. A bola da vez no jogo da telefonia celular brasileira é a banda C. Isto mesmo. Vem aí aquela que será a terceira opção de telefonia móvel e que irá disputar o consumidor ao lado das hoje bandas A e B. A intenção do Governo Brasileiro é aumentar a oferta tecnológica, com as empresas competindo em serviços, preços e qualidade.

A banda C não tem data certa para estrear, mas os primeiros acordes serão dados esta semana pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Amanhã haverá audiência pública na própria Agência, em Brasília, para que sejam colhidas contribuições sobre a utilização da nova banda. Esta consulta pública ocorre até o dia 17 de janeiro. O calendário da Anatel aponta para a licitação das novas operadoras até o final de março próximo. E a expectativa, segundo a Assessoria da Presidência, é de que o novo serviço entre em operação em 2001.

Como tocará essa nova banda? O presidente da Anatel, Renato Guerreiro, dá a pista. As novas operadoras deverão trabalhar na freqüência de 1.900 MHz (ou 1,9 GHz) – as atuais trafegam a voz do usuário na faixa dos 800 MHz. A definição de uma freqüência mais alta não significa que as próximas operadoras oferecerão, por esse motivo apenas, serviços melhores. Em compensação, sinaliza para o tipo de tecnologia que poderá ser adotado e, isto sim, definirá o futuro dos aparelhos e da rede celular que o País apresentará.

A Anatel também anuncia que, novamente, a operação da banda C será regional. O modelo será equivalente ao hoje existente, com o país dividido em dez regiões. As atuais operadoras não poderão participar de licitação destinada às suas áreas de atuação. E também ganharão uma pequena faixa, dentro da freqüência de 1.9 GHz, para expansão dos seus serviços.

“A participação de novos operadores proporcionará novos serviços, melhor qualidade e preços reduzidos”, afirma Renato Guerreiro, através da Assessoria de Imprensa. Na audiência pública, os comentários deverão ser feitos levando-se em conta itens como possibilidade de “roaming” nacional e internacional; aspectos de padronização; evolução tecnológica de outras redes no Brasil, Américas e no mundo. Os comentários também poderão ser enviados através de formulário no site da Anatel.

O Governo aponta para que este seja um Serviço de Comunicação Pessoal (PCS), deixando claro que deverão trafegar dados nesta mesma rede. Mas ainda falta muito a ser definido, como o tipo de padrão. Ao consumidor, caberá escolher a operadora que melhor se adequar às suas necessidades e ter o cuidado para comprar o aparelho de acordo com o padrão.

SERVIÇO
www.anatel.gov.br/consultapublica

________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 15.12.99
Quarta-feira