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TELECOMUNICAÇÃO III Brasil convive com dois sistemas digitais de celular O Brasil é um exemplo típico do cenário da telefonia celular, onde, definitivamente, não existe consenso. O país convive com dois padrões digitais o TDMA e o CDMA , além do analógico AMPS. Os digitais operam na freqüência dos 800MHz, mas podem trabalhar em 1.900 MHz. A maioria das operadoras, tanto de banda A quanto B, utiliza o TDMA, sigla em inglês que significa Acesso Múltiplo por Divisão em Tempo. Nele, três usuários dividem, intercaladamente, uma faixa de 30 KHz cada um fala 13,3 de cada 40 milisegundos. Em Pernambuco, como no restante da área 10 (compreendida entre Alagoas e Piauí), todo mundo só fala no sistema digital TDMA, com exceção dos que ainda possuem aparelhos analógicos. Tanto a TIM quanto a BCP resolveram aderir a esta plataforma. A BCP não explica o motivo da opção através da sua Assessoria de Imprensa, a empresa informa que não dá entrevistas sobre o assunto nem sobre a entrada da banda C. A TIM justifica sua adesão ao lembrar que, ao adquirir a operadora, já a encontrou operando em TDMA. Não dava para jogar no lixo a opção já feita , explica o gerente do Departamento de Rede da TIM, Marco Di Costanzo. Ele diz que permanecer na plataforma garante mais acordos de roaming (quando o celular está numa área que não é a de sua cobertura): A maioria já está em TDMA. Grandes centros urbanos, porém, possuem redes no padrão CDMA. As bandas A de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, além da B que atende Paraná e Santa Catarina, utilizam o Acesso Múltiplo por Divisão em Código (CDMA). Nesse padrão, há seqüências distintas de bits (códigos) para cada usuário. Como são distintas, há pouca interferência entre elas. Dessa forma, é possível fazer uma transmissão ao mesmo tempo com as mesmas freqüências e não comprometer a conversação, explica consultor em comunicações móveis e professor da Universidade Federal da Paraíba Marcelo Alencar. É como se vários pares de interlocutores estivessem falando todas as línguas distintas. Todos poderão conversar com um mínimo de interferência porque nosso cérebro sintoniza os códigos que conhecemos, compara. |
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